Natureza

Victor Manuel Canedo Neves

Resumo


Natura é a tradução para o latim da palavra grega physis (φύσις), que no seu significado original fazia referência à forma inata dos seres que crescem espontaneamente - plantas e animais. O conceito de natureza como um todo é um conceito mais recente que adquiriu usos e significados cada vez mais amplos com o desenvolvimento do método científico “moderno” próprio do século XX. A Natureza, no seu sentido mais amplo, é equivalente ao mundo natural, mas o termo “natureza” faz também referência aos fenómenos do mundo físico, e também à vida em geral ou à forma como coexistem os diversos tipos particulares de fenómenos e as suas mudanças espontâneas, como o tempo atmosférico, a geologia da Terra, a matéria e a energia que estes entes possuem. Geralmente não inclui os objetos artificiais construídos pelo homem. As escalas abrangidas pela palavra natureza dentro deste contexto, vai desde o nível subatómico até à escala universal dos planetas e estrelas. Porém, tomando como recorte a escala do homem, inclui basicamente o meio ambiente natural e normalmente exclui o meio ambiente construído, muito embora algumas definições incluam o meio-ambiente alterado pelo homem como elemento da Natureza.


Through a pure aesthetical perception, Nature becomes CULTURAL LANDSCAPE, since its specific “natural” characteristics might constitute a specific framework of interpretive and transformative possibilities that either can occur in the natural environment or in an urban background. The landscape is a spatial entity and the architect is an agent that transforms the landscape in space. In some sense, we can say that contemporary architecture pursues the idea of a space that is LANDSCAPE – a cultural and aesthetic landscape. And also POETIC because it holds meaning. Which is equivalent to think that contemporary architecture can develop a new cultural and aesthetic ( not to mention programmatic and functional) framework, which integrates the idea of Nature or natural World, composing at the same time, a new and revolutionary theoretical agenda. Incidentally, the present situation regarding contemporary architecture, is in itself, paradoxically inspiring. On one side, there is a suggestion to align a new link between architecture and the natural environment - a new attitude that is openly ecological and environmental protective. On the other hand, there is a critical skepticism that doubts of the effectiveness and applicability of this new connection, and that, in the end, takes refuge in the reinterpretation of the aesthetic legacy of Modernism. However, what may be relevant is that the themes connected to the environment, will surely be references capable of causing new bounds in the future of architecture. Nature has a key role in this process and in the structuring of the urban fabric, and can be a central element in the definition of urban design. The environmental components such as water, fauna and flora, are important in the structuring of city´s sustainability, through the maintenance and qualification of existing areas, as well as in the regeneration of areas that were once transformed by the process of urbanization. 


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