A cidade à luz de si própria: hipótese indutiva para uma inteligibilidade da experiência da híper-cidade

Autores

  • José Luís Tavares
  • Gonçalo Miguel Furtado Cardoso Lopes

Resumo

No rescaldo de um jantar de sábado à noite, com a mundialização e o cosmopolitanismo a fazer de pano de fundo, vimo-nos deparados com o desafio de escrever sob o tema luz. Começamos conversas sem sabermos em que direcção seguimos, pelas ramificações múltiplas da teoria contemporânea, mais em busca de consensos intersubjectivos do que qualquer pseudoobjectividade. Na linha de Richard Rorty, desvalorizamos a distinção clássica de aparência e realidade, substituindo-a “pela distinção entre os meios de descrição do mundo que achamos úteis para certos propósitos e os meios que achamos úteis para outros propósitos”. Sob o olhar da arquitectura, há uma inclinação natural, quase tendenciosa, às vezes a tocar o perverso, para remeter os temas, os assuntos, as decisões, para o espaço. Sem querermos, mas no entanto a fazê-lo, trouxemo-lo à baila: o espaço. Ora, e para fundamentar um pouco as coisas, é sabido que o espaço-tempo é o par de dimensões básicas para o suporte de qualquer acontecimento social, e que, portanto, o tempo se torna indispensável quando em causa está o espaço. Abordaremos a luz, como suporte espaço-tempo, mesmo que seja a luz na escuridão de Platão.

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Publicado

2014-10-30

Como Citar

Tavares, J. L., & Lopes, G. M. F. C. (2014). A cidade à luz de si própria: hipótese indutiva para uma inteligibilidade da experiência da híper-cidade. Sebentas d’Arquitectura, (5), 31–49. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/sa/article/view/1826

Edição

Secção

Artigos