Viddi well little alex, viddi well...

Autores

  • Marco Alexandre Ramos de Azevedo Buinhas

Resumo

Não será despropositado recordarmos A Clockwork Orange (1971 ), de Stanley Kubrick, obra seminal, metafórica e, sobretudo, antecipativa de sociedades e culturas ocidentais contemporâneas. Não menos despropositado será lembrarmos o processo, fulcral ao filme, do incessante bombardeio imagético a que Alex, o personagem protagonista, se sujeita, de olhos escancarados e forçadamente abertos, durante uma particular 'terapia' de reinserção social. De facto, se pensarmos bem, a terapêutica a que o personagem é sujeitado no filme, com olhar involuntário, é por nós recebida hoje em dia, quotidianamente, com voluntário olhar. Numa cultura actual, que celebra na visão o primeiro dos sentidos, o olho deixou de oferecer a capacidade de ver para se constituir na impossibilidade de não ver.

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Publicado

2014-10-30

Como Citar

Buinhas, M. A. R. de A. (2014). Viddi well little alex, viddi well. Sebentas d’Arquitectura, (4), 53–58. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/sa/article/view/1819

Edição

Secção

Artigos