Globalizar para reinar - fragmentar para resistir: o caso do espaço metropolitano

Autores

  • Jorge Manuel Gonçalves

Resumo

Os tempos do pós (pós-moderno, pós-industrial, pós-fordista, ... )não são propícios a grandes balanços finais até porque, neste momento não sabemos ainda se, de facto, serão finais, dada a incerteza que rodeia a nossa realidade. Aliás, a única certeza que temos é a da própria incerteza que é a marca omnipresente dos contextos de mudança. E ela está tão activa que afecta até o próprio termo de globalização já que há quem não veja mais que uma renovada mundialização, pois a língua inglesa sempre foi avessa à palavra francófona mondialisation. Mas aqui temos algumas dúvidas já que a mundialização fez o seu percurso num tempo em que o planeta estava dividido em dois blocos político-económicos (Bloco de Leste e Bloco Ocidental) e que qualquer tentativa de alargar os territórios económicos ou culturais esbarrava sempre em fronteiras intransponíveis. A instabilidade nos conceitos pode continuar a ser descrita quando se observa que o termo globalização é, sobretudo, adoptado para tratar as questões económicas e financeiras sendo substituída por pós-modernidade quando o assunto remete para matérias cu lturais, individuais ou sociais. Pode assim concluir-se que o pós-moderno é a face sociocultural da globalização.

Palavras-chave:

Globalização

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Publicado

2014-10-29

Como Citar

Gonçalves, J. M. (2014). Globalizar para reinar - fragmentar para resistir: o caso do espaço metropolitano. Sebentas d’Arquitectura, (4), 31–35. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/sa/article/view/1816

Edição

Secção

Artigos