Arte, museus e indústrias culturais

Autores

  • David Santos

Resumo

Se no século XIX a quase totalidade dos museus perseguiam obstinadamente o desígnio da educação e da formação de um público que progressivamente deixara de se relacionar com a arte ao nivel da experiência cultual1 - passando então a procurar nos sa/ons oficiais e nos espaços museológicos o que afinal por essa via se legitimava como obra de arte- hoje, nesses processos de intermediação ainda predominantes, o discurso próprio da época moderna parece estar a dar lugar a uma série de interrogações ao nivel do valor ou mesmo da razão de ser dessa pedagogia aparentemente estruturante, nisso revelando ao mesmo tempo uma espécie de "filosofia do desejo" , fragmentária e inquietante, como sintoma mais comum desta condição civilizacional a que, por agora, chamamos de pós-moderna. Na verdade, perante essa herança demasiado presa a uma interpretação linear, vertical ou diacrónica dos fenómenos, a estratégia de alguns museus ou centros de arte contemporânea- sobretudo europeus e norte-americanos- passou a valorizar outras formas de relacionamento e fruição com o que continua a ser legitimado como obra de arte. Nas últimas décadas muitas foram as adesões ao novo sistema cultural, industrializando o lazer e, por conseguinte, o próprio meio artístico internacional. No final dos anos 70, os primeiros sinais foram dados por Pontus Hulten e as mega-exposições do Centre George Pompidou, em Paris. Mais recentemente o Guggenheim de Bilbau ou a nova Tate Modern (Londres), exponenciaram decisivamente essa estratégia de livre circulação no espaço museológico.

Palavras-chave:

Arte, Museus, Indústrias culturais

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Publicado

2014-10-29

Como Citar

Santos, D. (2014). Arte, museus e indústrias culturais. Sebentas d’Arquitectura, (4), 23–25. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/sa/article/view/1814

Edição

Secção

Artigos