Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca <p>A "Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente" é uma revista científica multidisciplinar que procura publicar resultados de novas investigações e intervenções no âmbito da Psicologia e ciências relacionadas, nestes grupos etários.</p> pt-PT tania.gaspar@lis.ulusiada.pt (Prof.ª Doutora Tânia Gaspar Sintra dos Santos) helder.machado@lis.ulusiada.pt (Dr. Helder da Rocha Machado) Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 OJS 3.3.0.7 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Nota introdutória http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2919 <p>A “Revista Psicologia da Criança e do Adolescente” é uma revista científica multidisciplinar, que procura publicar resultados de novas pesquisas e intervenções no âmbito da Psicologia e ciências relacionadas, nestes grupos etários. Funciona como uma forma de divulgação da investigação e prática de diversos temas atuais e de elevada pertinência na área científica da Psicologia da Criança e do Adolescente. É um fórum de encontro e discussão da experiência, ideias e investigação científica fundamentais para o desenvolvimento profissional de Psicólogos, docentes, investigadores e outros profissionais, assim como discentes. A revista envolve e integra várias abordagens e quadros teóricos, incidindo essencialmente numa perspetiva desenvolvimental e ecológica. Procuramos artigos originais, artigos de revisão, artigos de investigação aplicada, cartas ao editor, comentários e ainda estudos de caso nas áreas de Psicologia da saúde, Clínica, Educacional, Trabalho e Organizações, Criminal entre outras disciplinas que trabalhem com ou estejam envolvidas com o desenvolvimento psicossocial da criança e do adolescente.</p> Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2919 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Consumo de suplementos e risco de distúrbios no comportamento alimentar em atletas adolescentes http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2920 <p>O objetivo do presente estudo foi avaliar o consumo de suplementos alimentares por atletas adolescentes de diferentes modalidades esportivas de um clube de Porto Alegre, o risco de distúrbios no comportamento alimentar e possíveis associações destas variáveis com o treinamento esportivo. Trata-se de um estudo transversal com 133 atletas federados praticantes de nove modalidades esportivas em que foram avaliados o consumo de suplementos alimentares, comportamento alimentar e insatisfação com a imagem corporal. A amostra foi composta por adolescentes sendo predominante o sexo masculino (57%), com idade média de 15,8 ± 2 anos. Mais de 30% declarou consumir suplementos, com objetivo principal de melhorar o desempenho esportivo, sendo o carboidrato e a proteína os mais citados. Dos que consumiam 80% tinha orientação nutricional da nutricionista do clube para este uso. Participar de modalidades esportivas individuais e praticar musculação aumentaram a probabilidade de consumo de suplementos em 6 e 15 vezes, respectivamente. A avaliação do comportamento alimentar resultou em baixo risco de distúrbio, e a insatisfação com a imagem corporal foi menor nos homens que usavam suplementos (p = 0,048). Portanto, a população de atletas adolescentes estudada apresentou um maior consumo de suplementos alimentares nos atletas que praticavam esportes individuais e musculação, em sua maioria, na busca de melhora de desempenho e melhora da imagem corporal. A presença de nutricionista no clube esportivo pode estar relacionada com a baixa prevalência de distúrbios do comportamento alimentar.</p> Luiza Laubert La Porta, Fernanda Donner Alves, Carolina Guerini de Souza Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2920 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Adaptação e validação psicométrica de uma escala destinada a avaliar o funcionamento ordálico nos jovens http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2921 <p>Os comportamentos de risco em adolescentes e jovens adultos são uma realidade que não vale a pena escamotear. Resultam de uma necessidade de afirmação e de um gosto muito particular pela novidade (Machado, 2015). No entanto alguns desses comportamentos de risco enquadram-se naquilo a que de designa de comportamentos ordálicos, isto é comportamentos em que um indivíduo se envolve deliberadamente e de forma repetida em situações potencialmente fatais. Este artigo apresenta-nos o resultado da adaptação e validação psicométrica do Questionário de Funcionamento Ordálico (QFO) de Cardénal, Sztulman, &amp; Schmitt (2007) para a língua portuguesa com base numa amostra de 287 jovens. Em termos de validade de constructo, os resultados da análise factorial de componentes principais permitiu-nos identificar uma estrutura bi-factorial interessante e em termos de fiabilidade, os alfas de Cronbach revelaram valores bastante aceitáveis quer para a escala global, quer para cada um dos factores.</p> José António Carochinho Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2921 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Dislike: Cyberbullying e Psicopatologia na adolescência http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2922 <p>A presente revisão pretende identificar fatores de risco para ser vítima de cyberbullying na adolescência, consequências desta agressão na saúde mental e medidas preventivas disponíveis na literatura. Os fatores que predispõem à vulnerabilidade ao cyberbullying parecem relacionar-se com a existência de bullying tradicional, perfil de introversão e/ou ansiedade social, dispender demasiado tempo online e ter comportamentos de risco através de meios electrónicos. As consequências na saúde mental são variadas, identificando-se perturbações de ansiedade e/ou depressivas, alterações do sono, problemas alimentares, sintomatologia psicossomática, uso de substâncias, problemas de concentração e absentismo escolar. O papel dos psicólogos, pedopsiquiatras e técnicos de cuidados de saúde primários revela-se de extrema importância na prevenção do cyberbullying, podendo estes profissionais informar os adolescentes sobre os riscos online, identificar precocemente casos desta agressão e evitar o impacto negativo que este fenómeno pode ter ao nível da saúde mental.</p> Sara Pires, Diana Vieira, Maria Castello Branco Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2922 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Mitos e crenças de adolescentes e adultos jovens sobre sexualidade – uma revisão integrativa da literatura http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2923 <p>A adolescência, fase de transição para a vida adulta, é o período em que há grande desenvolvimento pessoal, intelectual, social e também sexual. Tendo o adolescente mais abertura, no que tange à sexualidade, através dos meios de comunicação, somada à sua maturidade crítica em desenvolvimento, existe maior predisposição em acreditar em mitos relacionados ao tema. O objetivo deste estudo foi identificar mitos e crenças relacionados à sexualidade, na visão de adolescentes e adultos jovens. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura e foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos. No total, foram incluídos 2.260 participantes, de 11 a 25 anos de idade, em estudos conduzidos no Brasil, Gana e Turquia. Dentre os mitos e crenças referidos estão: Virgindade feminina é importante para a satisfação sexual masculina; circuncisão é necessária para a higiene íntima; vestuário e comportamento incitam o assédio sexual; bebidas alcoólicas e/ou drogas ilícitas aumentam o desejo sexual; o garoto sempre terá mais prazer que a garota; quanto maior o pênis do garoto, maior será o prazer da garota; a primeira relação sexual não engravida; masturbação faz mal a saúde, entre outros. Os estudos evidenciam a necessidade de intervenções educacionais a fim de desmistificar crenças errôneas de jovens acerca da sexualidade para que possam vivenciá-la de forma segura e responsável.</p> Amélia Losada Cerqueira, Meireluci Costa Ribeiro Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2923 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Identificação de fatores de risco para a hipertensão arterial na adolescência através do rastreio escolar http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2924 <p>Identificar fatores de risco predisponentes à hipertensão arterial em adolescentes. Estudo descritivo-exploratório realizado no município de Pau dos Ferros, estado do Rio Grande do Norte. Foram incluídos 242 escolares na faixa etária de 12 a 18 anos. A maioria dos participantes apresentou pressão arterial dentro dos níveis de normalidade. Detectou-se consumo diário de frutas, legumes e verduras, ingesta exacerbada de alimentos industrializados, estado nutricional adequado, realização de atividades físicas e baixo consumo de álcool em maiores percentuais. A verificação da pressão arterial foi relatada como condicionada ao adoecimento, reafirmada pelo desconhecimento quanto às medidas preventivas contra a hipertensão. O sexo feminino apresentou níveis pressóricos mais adequados. Não foi detectada relação estatística entre sobrepeso e elevação da pressão arterial. Considera-se a necessidade de conversão dos hábitos alimentares e o envolvimento da escola e da família frente ao estímulo quanto a hábitos de vida saudáveis.</p> Luma Juliana de Oliveira, Augusto José Bezerra de Andrade, Marília Abrantes Fernandes Cavalcanti, João Mário Pessoa Júnior, Ellany Gurgel Cosme do Nascimento Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2924 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Criança-adolescente e família convivendo com o diabetes http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2925 <p>O artigo trata das percepções do ser criança-adolescente e família convivendo com Diabetes Mellitus tipo 1 e seus enfrentamentos na atenção básica em saúde. De abordagem qualitativa na transversalidade com a pesquisa convergente assistencial, realizado em um município da Bahia, no período de agosto/2014-junho/ 2015 através de busca ativa, questionário semiestruturado e oficinas educativas. Dos resultados, relatos de déficit de conhecimento sobre a doença e tratamento; dificuldade de acesso ao sistema local de saúde, sentimento de invisibilidade, seguido de busca por assistência na capital do estado e, batalhas judiciais à garantia dos insumos ao tratamento. Finaliza-se com a evidência de que se faz necessário a atenção básica e os profissionais de saúde tecer um olhar mais proximal que perspective o ser criança-adolescente em suas especificidades de ser-existir e a família em suas demandas de cuidado aos saberes-fazeres para um viver mais digno e seguro deste grupo etário.</p> Luzia Wilma Santana da Silva, Camilla de Souza Menezes, Helder Brito Duarte, Vilma Maria Gonçalves de Oliveira, Grasiele Alves Souza, Neuziele Miranda da Silva, Lucátia Cipriano dos Santos, Tássia Dahyanna Almeida Rebouças Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2925 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 A Medicalização do fracasso escolar: o TDAH e o processo de individualização dos problemas de aprendizagem http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2926 <p>Em muitos contextos escolares percebe-se que a escola apresenta expectativas, criando regras que tendem a adequar as crianças em um padrão socialmente aceito, desconhecendo, muitas vezes, que existem diversos fatores sociais, externos à biologia da criança, que interferem de forma direta no seu desenvolvimento, associando seus fracassos a patologias biológicas tratadas a partir da medicalização. Sendo assim, este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo analisar o processo de individualização dos problemas de aprendizagem através da medicalização escolar e dos diagnósticos de TDAH. Com o objetivo alcançado, este apresenta então, através de uma revisão bibliográfica, as controvérsias do TDAH e como esse processo de medicalização individualiza os processos de fracasso escolar ao aluno, transformando crianças saudáveis em “doentes” com pseudo distúrbios de aprendizagem.</p> Kelly Cristina Badermann, Maíra Meira Nunes Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2926 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Sexualidade na deficiência intelectual e a importância da educação sexual: estudo de caso http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2927 <p>O presente trabalho pretende abordar o tema da sexualidade junto da população com deficiência intelectual, enaltecer a importância da existência da educação sexual, bem como a possibilidade desta população possuir aprendizagens neste âmbito. Pretende então, dar seguimento a uma visão não estigmatizante desta população e proporcionar a vivência de uma sexualidade saudável e informada. Neste sentido, trata-se de um estudo qualitativo em profundidade em que foram realizadas ações de sensibilização a 14 jovens da Fundação LIGA com o intuito da transmissão de conhecimentos relacionados com diversas dimensões que compõem a sexualidade. Foram utilizados um questionário de avaliação de conhecimentos e uma entrevista previamente à realização das ações de sensibilização, tendo a aplicação destes instrumentos sido repetida após a realização das mesmas. Os resultados encontrados foram positivos para todas as 7 dimensões da sexualidade abordadas, sendo que, na maioria dos casos, o nível de informação aumentou de forma significativa e inquestionável. O grupo de estudo demonstra uma capacidade de aprendizagem de temas específicos da sexualidade e a necessidade de continuação deste trabalho futuramente.</p> Inês Isabel Serrano Faustino, António Martins Fernandes Rebelo Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2927 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Possibilidades na prática clínica com adolescentes sob a ótica da gestalt-terapia http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2930 <p>Este artigo teve como objetivo abordar as possibilidades na prática clínica individual com adolescentes sob a ótica da Gestalt-terapia, tendo como foco as possibilidades vivenciais de intervenção. Porém, para que essas possibilidades contemplem as necessidades do adolescente e para que façam sentido na relação terapeuta- cliente é preciso pensar para quem, para quê, quando, onde e como utilizá-las. Por isso, refletiu-se sobre o conceito de adolescente, incluindo as suas singularidades e comunalidades e o cuidado de não generalizá-lo e estereotipá-lo. Para tal cuidado, abordou-se, também, o conceito de desenvolvimento para a Gestalt-terapia, que não acredita em fases de idade pré-definidas. Além disso, refletiu-se sobre as possibilidades na prática clínica, desde a chegada do adolescente ao consultório, passando pela entrevista, pela compreensão diagnóstica, pelo contrato psicoterapêutico, pela psicoterapia em si e, por fim, pelo contato, sem o qual não haveria a humanidade no trabalho. Com todos esses cuidados, pôde-se copilar as possibilidades vivenciais de intervenção. Concluiu-se que, além das especificidades, há muitas possibilidades de adolescer, portanto, o trabalho psicoterapêutico precisa estar em consonância com essa variedade e, assim, disponibilizar um vasto e criativo arsenal psicoterapêutico.</p> Karol Rodrigues Maes Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2930 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Abordagem e tratamento da disforia de género http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2931 <p>A procura dos cuidados médicos devido a disforia de género tem aumentado nos últimos anos. Existe uma discordância entre o sexo biológico e o género identitário, fonte de insatisfação e sofrimento. Revisão sobre a disforia de género, incindindo na abordagem e intervenção terapêutica. Pesquisa bibliográfica efetuada na base de dados PUBMED de artigos publicados entre janeiro de 2009 e novembro de 2017. Os casos de disforia de género, em idade pediátrica, devem ser acompanhados por equipas multidisciplinares que integrem profissionais das áreas de psiquiatria da infância e da adolescência, psicologia clínica e endocrinologia pediátrica. Na transição para a idade adulta, deve ser assegurada a continuidade do seguimento em consulta de sexologia ou em Unidade dedicada a disforia de género. Após a confirmação do diagnóstico, decorrerá o período de mudança de género. A expressão do género identitário é incentivada e é feito o acompanhamento das suas consequências a nível psicológico, familiar e social. É disponibilizado tratamento hormonal e/ou cirúrgico. Legalmente, em Portugal, a mudança de nome e sexo no registo civil pode ser feita aos 16 anos, mas intervenções cirúrgicas só podem ser efetuadas após os 18 anos. As questões relacionadas com sexualidade e identidade de género devem ser abordadas, em consulta, sem juízos preconcebidos e estigmatizantes. A intervenção terapêutica é individualizada e envolve uma abordagem multidisciplinar que pode consistir, ou não, em mudanças a nível do corpo. Os tratamentos hormonais e/ou cirúrgicos constituem opções para melhorar o bem-estar emocional destas pessoas, mas nem todas os desejam.</p> Sofia Costa, Vânia Martins, Graça Santos, Pascoal Moleiro Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2931 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000 Um caso de um adolescente hiperativo http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2932 <p>Através dos parâmetros que têm vindo a ser discutidos como vias de entendimento para a hiperatividade, distinguimos, através de um protocolo Rorschach de um jovem adolescente diagnosticado com PHDA, alguns princípios para a compreensão desta patologia na adolescência. Utilizamos para tal os parâmetros da Escola de Paris e os da Escola de Lisboa para uma análise de um protocolo Rorschach. Dos resultados obtidos, salientamos a mania e a identificação, em toda a sua extensão conceptualizante como referências de interpretação para este caso.</p> Paula Dias Direitos de Autor (c) 2021 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2932 Fri, 27 Aug 2021 00:00:00 +0000