À conversa sobre violência entre especialistas: tertúlia no âmbito do Congresso “Prevenção da criminalidade e dependências” na Universidade Lusíada de Lisboa, Abril 2012
Resumo
O objectivo deste debate foi aprofundar a compreensão sobre os comportamentos de violência entre alunos de escolas públicas em Portugal e identificar determinantes e correlatos, boas práticas e estratégias de intervenção, na opinião de especialistas em várias áreas deste sector.
Sabemos do estudo HBSC em Portugal que de 2002 para 2010 diminuiu significativamente o número de alunos com envolvimento em situações de violência.
As raparigas e os alunos mais velhos envolvem-se menos em situações de violência. Verificam-se diferenças regionais. Por outro lado estima-se que em 16.4% das escolas há um maior convívio com situações de violência e em 12,7% das escolas há um quase inexistente convívio com a violência. Este facto demonstra por um lado que a violência “problemática” ocorre num número reduzido (embora sempre preocupante) de escolas, por outro lado que é possível identificar a nível da escola, boas e más vivências e práticas em relação à violência. No entanto, é crença generalizada, corroborada pela comunicação social de que a violência juvenil está “pior do que nunca e não para de aumentar”.
O que fazer em termos de políticas públicas para lidar com a situaçao?
The aim of this debate was to widen the understanding on violent behaviors from students in Portuguese public schools and identify determinants and correlations, good practices and intervention strategies based on specialists in this sector.
From the Portuguese HBSC study, we know that the number of students involved in violent situations has decreased between 2002 and 2010.
Girls and older students get less involved in violent situations and there are also regional differences. On the other hand, it is estimated that in 16.4% of schoolsthere are more violent situations and that in 12.7% of schools there are almost no violent situations. This fact shows that on one hand that the ‘problematic’ violenceoccurs in a reduced number of schools (although always a concern), and on the other it is possible to identify, in school, good and bad experiences and practices regarding violence. However, it is believed and confirmed by the media that youth violence is “worse than ever and does not stop increasing”.
What to do in terms of public policies to deal with the situation?
Palavras-chave / Keywords
Violência, Determinantes, Pessoas, Contextos, Escola, Políticas públicas.
Violence, Determinants, People, Contexts, School, Public policies.
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