A influência da monitorização parental e da comunicação com os pais no bem-estar e nos comportamentos de risco dos adolescentes

Inês Nobre Martins Camacho, Gina Maria Quinás Tomé, Maria Margarida Nunes Gaspar de Matos, Maria Celeste Rocha Simões, José Alves Diniz

Resumo


O presente estudo tem como objectivo analisar se os jovens que apresentam uma menor monitorização por parte dos pais são aqueles que estão menos satisfeitos com a vida e com a família, são mais infelizes, não gostam da escola, têm mais sintomas físicos e psicológicos e apresentam mais comportamentos de risco (consumo de substâncias e violência). Se essa tendência se verificar, analisar se a facilidade em comunicar com os pais poderá moderar a esta relação e surgir como factor protector.

Metodologia: A amostra do presente estudo é constituída por jovens que participaram no estudo HBSC- Health Behaviour in School – Aged children, em 2010, em Portugal continental, sendo constituída por 3494 jovens do 8º e 10º ano de escolaridade com uma média de idades de 14.94, em que 46.4% são rapazes e 53.6% são raparigas.

Resultados: Os resultados demonstram que são as raparigas e os jovens mais novos que referem ter uma maior monitorização por parte dos pais. Os jovens que têm menos monitorização parental são aqueles que são menos satisfeitos com a família e com a vida, são mais infelizes, gostam menos da escola, apresentam mais sintomas psicológicos e são também aqueles que consomem mais substâncias e são mais violentos. A interacção entre a monitorização parental e a comunicação com os pais apenas surgiu na satisfação com a família e nos sintomas psicológicos para a comunicação com a mãe.

Conclusão: A monitorização parental surge como factor protector na vida dos adolescentes nomeadamente nos comportamentos de risco e no bem-estar.

 

This study intends to analyse if youngsters who show a lower surveillance by their parents are those that are less satisfied with life and family, if they are unhappy, if they do not like school, if they have more physical and psychological symptoms and if they demonstrate more behaviours of risk (substance consumption and violence). If this tendency is verifiable, analyse the conduct of a good communication with their parents might moderate this relationship and emerge as a protective factor.

Methods: The sample of this study is formed by youngsters who have taken part on the HBSC- Health Behaviour in School – Aged children study, in 2010, in Portugal, gathered from 3494 youngsters of the 8th grade and 10th with an average of 14,94 years old, where 46,4% are boys and 53,6% are girls.

Results: The results show that girls and younger teenagers have a higher parental monitoring. Teenagers who have a lower parental monitoring are those who are less satisfied with family and life, they are unhappy, they do not enjoy school, they present psychological symptoms and they also consume substances and they are more violent. The interaction between parental monitoring and communication with parents rises in the satisfaction with family and in psychological symptoms while communicating with the mother.

Conclusion: Parental monitoring rises as a protective factor in teenagers’ life, namely in behaviours of risk and in the well-being.

 

Palavras-chave / Keywords

Monitorização parental, Comunicação com os pais, Satisfação com a família, Satisfação com a vida, Felicidade, Escola, Sintomas,
comportamentos de risco.

Parental monitoring, Communication with parents, Satisfaction with family, Satisfaction with life, Happiness, School, Symptoms, Risk behaviour.


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