Narrativas em acolhimento institucional: a experiência através de adolescentes institucionalizadas

Autores

  • Erika B. Araujo
  • Sílvia M.M. Gonçalves

Resumo

Entrar na adolescência quer dizer embarcar em uma fase de mudanças físicas e psicológicas significativas, conforme citam Aberastury e Knobel (2011). A adolescência, então, pode ser entendida como uma fase de reorganização, onde todo o equilíbrio, ora conquistado na infância, dará lugar ao processo de conquista de identidade nesta nova fase. E o adolescente em contexto de acolhimento institucional? Em situação de vulnerabilidade, o acolhimento institucional de crianças e adolescentes é uma medida protetiva importante na rede de proteção à infância e adolescência, demandando expressiva atenção. O campo da adolescência para o adolescente em acolhimento institucional poderá ser reorganizado, uma vez que estará tutelado pelo Estado em uma instituição, o que poderá implicar viver de acordo com a cultura existente e com seus pares que vivenciam também a fase de transformação. E entrar nesta fase seria lidar também com os conflitos de outros adolescentes que possuem identidades, vivências e culturas diferentes. Mergulhar no universo das instituições de acolhimento significa se deparar com a realidade de aprendizagens práticas, e intensas, sobre como o adolescente se percebe neste contexto. De acordo com Negrão e Constantino (2011), é preciso ouvir o que as vivências do adolescente em situação de acolhimento institucional produzem em nível individual e coletivo. Neste trabalho são apresentadas as experiências do viver institucionalizado através das narrativas de adolescentes, durante o desenvolvimento de pesquisa realizada em Unidade de Acolhimento no município de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, com o intuito de compartilhar as realidades e refletir acerca do tema.

Palavras-chave:

Adolescente, Acolhimento Institucional, Narrativas

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Publicado

2019-09-20

Como Citar

Araujo, E. B., & Gonçalves, S. M. (2019). Narrativas em acolhimento institucional: a experiência através de adolescentes institucionalizadas. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente, 9(2), 203–211. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2720

Edição

Secção

Artigos