Estratégias de coping e crenças sobre a dor em adolescentes com dor crónica

Autores

  • Sofia Veludo Pereira
  • Luísa Barros

Resumo

Estudos epidemiológicos indicam uma prevalência da dor na população pediátrica entre 15% a 30%. A investigação com adolescentes é mais recente, existindo vários estudos acerca das estratégias de coping com a dor mas um menor número relativamente a crenças acerca da dor. O presente estudo teve como objectivo caracterizar os níveis de dor auto-reportada, as estratégias de coping com a dor e as crenças acerca da dor em adolescentes, comparando jovens com diagnóstico de dor crónica e os de uma amostra comunitária. Os 35 adolescentes responderam ao Questionário de Coping na Dor e ao Questionário de Atitudes na Dor e procederam ao auto-registo dos níveis de dor utilizando a Escala Visual Analógica. Os resultados indicaram níveis de dor ligeiramente superiores na amostra clínica, embora sem diferenças significativas. Os adolescentes reportaram maioritariamente estratégias de resolução de problemas para lidar com a dor e crenças de que a dor pode ser curada através da intervenção médica, sendo que na amostra comunitária reportaram mais crenças adaptativas e maior tendência para acreditar que as suas emoções têm impacto na experiência da dor. Na amostra comunitária tanto o coping como as crenças estavam associados com os níveis de dor reportada, enquanto na amostra clínica apenas se verificou uma associação entre o coping e a dor. Este estudo contribuiu para reforçar a evidência acerca da prevalência de dor crónica em adolescentes e do impacto das estratégias de coping e das crenças de dor na experiência de dor.

Palavras-chave:

Dor, Adolescência, Coping, Crenças

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Publicado

2019-06-25

Como Citar

Pereira, S. V., & Barros, L. (2019). Estratégias de coping e crenças sobre a dor em adolescentes com dor crónica. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente, 9(1), 13–29. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2669

Edição

Secção

Artigos