Prevalência e determinantes das perturbações músculo-esqueléticas em adolescentes

Rosa Martins, Ana Andrade, Helena Moreira, Sofia Campos

Resumo


As perturbações músculo-esqueléticas nos adolescentes, têm aumentado na última década para níveis bastante preocupantes, com tendência para a cronicidade e manutenção na idade adulta, o que representa um problema grave de saúde pública. Identificar a prevalência das perturbações músculo-esqueléticas em adolescentes e analisar a sua correlação com as variáveis sociodemográficas, circunstanciais e antropométricas. Trata-se de um estudo não experimental, transversal, descritivo-correlacional e de caráter quantitativo, que envolveu 137 adolescentes de três escolas do distrito de Viseu. O estudo foi realizado com recurso a um questionário que integra variáveis sociodemográficas, antropométricas, circunstanciais, um “questionário da atividade física” para avaliar a prática de atividade física e o “Questionário Nórdico Músculo-Esquelético” para avaliar as perturbações músculo-esqueléticas. Os dados mostram que 41,6% dos adolescentes não apresenta qualquer perturbação músculo-esquelética nos últimos 12 meses, porém em 58,4% esta está presente, localizando-se sobretudo nas pernas/ joelhos (47,4%), coluna dorsal (37,2%), coluna lombar (35,8%), coluna cervical (35,0%) e ombros (34,3%). Observa-se ainda que as perturbações músculo-esqueléticas são mais prevalentes nas raparigas, nos adolescentes com altura superior a 1,59 m e pertencentes a classes socioeconómicas mais baixas. Também os que usam a mochila apenas sobre um ombro, que veem televisão por períodos superiores a 10 horas semanais e igual tempo a jogar jogos de vídeo/computador apresentem maiores perturbações. O nosso estudo reforça a ideia que as perturbações músculoesqueléticas nos adolescentes é elevada, têm origem dinâmica, multifacetada e multidimensional, tornando-se imperativa a implementação de intervenções de reabilitação e readaptação promotoras de um funcionamento músculo-esquelético otimizado.


Musculoskeletal disorders in adolescents, have increased in the last decade to truly alarming levels, with a tendency to chronicity and maintenance in adulthood, which is a serious public health problem. To identify the prevalence of musculoskeletal disorders in adolescents and analyze their correlation with sociodemographic, circumstantial and anthropometric variables. This is a nonexperimental, cross-sectional, descriptive-correlational and quantitative character study, which involved 137 adolescents from three schools in the district of Viseu. The study was conducted using a questionnaire that includes sociodemographic, anthropometric and circumstantial variables, a “Physical Activity Questionnaire” to assess the physical activity and the “Nordic Musculoskeletal Questionnaire” to assess musculoskeletal disorders. The data show that 41.6% of adolescents presents no musculoskeletal disorder in the last 12 months, but in 58.4% it is present, being located mainly in the legs / knees (47.4%), dorsal column (37.2%), lumbar (35.8%), cervical (35.0%) and shoulders (34.3%). We observe that musculoskeletal disorders are more prevalent among girls, adolescents taller than 1.59 m and belonging to lower socio-economic classes. Also those using the backpack over one shoulder only, who see television for longer than 10 hours per week and the same time playing video games / computer present major disruption. Our study reinforces the idea that musculoskeletal disorders in adolescents is high, it has dynamic, multifaceted and multidimensional origin, making it imperative to implement rehabilitation interventions and promoting rehabilitation of an optimized musculoskeletal functioning.


Palavras-chave / Keywords

Adolescentes, Dor, Escola, Perturbações músculo-esqueléticas.

Adolescents, Pain, School, Disorders musculoskeletal.


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