Autodeterminação e qualidade de vida: qual o papel das características individuais?

Autores

  • Lúcia Maria Neto Canha
  • Maria Celeste Rocha Simões
  • Maria Margarida Nunes Gaspar de Matos
  • Laura Owens

Resumo

Os alunos com necessidades educativas especiais encontram maiores dificuldades na sua transição para a vida adulta do que os seus pares.Promover a autodeterminação de estudantes com necessidades especiais é uma das melhores práticas durante o período de transição para a vida adulta, que tem mostrado evidências de impacto positivo a longo termo. Este estudo analisa a relação entre o autorrelato de 168 jovens com deficiência acerca do seu nível de autodeterminação e os fatores de ordem individual (isto é, género, idade e tipo de deficiência), assim como com as perceções da qualidade de vida. A qualidade de vida relacionou-se positiva e significativamente com a autodeterminação. Foram encontradas diferenças significativas em função do género em relação á à qualidade de vida mas não em relação à autodeterminação. Os jovens com deficiência intelectual apresentaram valores de autodeterminação significativamente mais baixos que os jovens com deficiência física. O tipo de deficiência, a qualidade de vida e o ter ou não ter planos futuros surgiram como preditores da autodeterminação. De entre as componentes da autodeterminação, a capacidade de resolução de problemas e assumir comportamentos de escolha surgiram como pertinentes no estabelecimento de metas futuras. Os resultados são discutidos e são apresentadas implicações dos resultados para futuras pesquisas e práticas sobre o desenvolvimento de competências relacionadas com a transição.

Palavras-chave:

Autodeterminação, Deficiência, Qualidade de vida, Transição para a vida adulta

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Publicado

2016-03-09

Como Citar

Canha, L. M. N., Simões, M. C. R., Matos, M. M. N. G. de, & Owens, L. (2016). Autodeterminação e qualidade de vida: qual o papel das características individuais?. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente, 6(2), 105–129. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2281