A relação entre a vinculação ao pai e à mãe e a empatia no início da adolescência

Autores

  • Susana Anastácio
  • Luiza Nobre-Lima

Resumo

Na adolescência, a vinculação segura aos pais está associada a menos problemas de comportamento, a menos agressividade e a um comportamento adaptativo e pró-social (Laible, Carlo & Raffaelli, 2000). Assim, as relações de vinculação assumem-se como significativas na promoção da conduta social positiva e, consequentemente, da empatia do adolescente. A presente investigação, realizada com 344 adolescentes, de ambos os sexos (52% raparigas) e com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos (M=13.36; DP=0.69), teve como objetivo estudar a relação entre a vinculação aos pais e a empatia no início da adolescência. Para o efeito foram utilizados o Inventário de Vinculação na Adolescência – IPPA (Armsden & Greenberg, 1987; versão portuguesa: Neves, 1995) e a Escala de Empatia Básica – BES (Jolliffe, 2005; versão portuguesa: Nobre Lima, Rijo & Matias, 2011). Os resultados encontrados permitiram o levantamento de novas hipóteses de investigação na medida em que revelaram que, para a amostra total, a vinculação ao pai não se correlaciona com o nível de empatia do adolescente e a vinculação à mãe apresenta correlações fracas. Este padrão, ainda que com ligeiras diferenças, tende a manter-se na comparação entre sexos.

Palavras-chave:

Adolescência, Vinculação aos pais, Empatia

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Publicado

2015-01-30

Como Citar

Anastácio, S., & Nobre-Lima, L. (2015). A relação entre a vinculação ao pai e à mãe e a empatia no início da adolescência. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente, 6(1), 109–123. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/1974

Edição

Secção

Artigos