Depressão materna no sexto mês de vida do bebê: resultados iniciais

Autores

  • Cristiane Alfaya

Resumo

A transição para a maternidade, principalmente quando se trata do primeiro filho, está associada a importantes mudanças físicas e psíquicas. Autores como Winnicott têm sugerido que com a maternidade a mulher entra numa condição psíquica especial que a coloca num estado de grande disponibilidade emocional para o bebê. Assim sendo, o presente estudo investigou indicadores de depressão em mães com e sem depressão aos seis meses de vida do bebê. Participaram do estudo 17 mães com idade entre 16 e 38 anos, de diferentes níveis socioeconômicos do Programa de Saúde da Família na cidade de Santo Antônio de Jesus (Bahia - Brasil). O Inventário Beck de Depressão (BDI) e uma Entrevista Diagnóstica detectaram 08 mães com nível de depressão (grupo I), e 09 mães sem nível de depressão (grupo II). A Entrevista Diagnóstica foi utilizada para investigar a presença de indicadores de depressão em ambos os grupos. As respostas das mães na Entrevista Diagnóstica foram examinadas através da análise de conteúdo e com base no eixo temático sobre indicadores de depressão. As mães de ambos os grupos apresentaram indicadores de depressão como cansaço, alteração do sono, e preocupação com o corpo. Os resultados foram discutidos com base na teoria de Winnicott sobre a maternidade e a depressão.

Palavras-chave:

Depressão, Maternidade, Cansaço, Alteração do sono, Preocupação com o corpo

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Publicado

2015-01-29

Como Citar

Alfaya, C. (2015). Depressão materna no sexto mês de vida do bebê: resultados iniciais. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente, 6(1), 43–54. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/1969

Edição

Secção

Artigos