A aprendizagem e o ensino cooperativos como práticas inclusivas na educação de alunos com perturbações do espectro do autismo: comparação entre escolas do 2º e 3º ciclo com e sem unidades de ensino estruturado para crianças com PEA

Autores

  • Anabela Esteves
  • Ana Cláudia Reis
  • Liliana Teixeira

Resumo

As Perturbações do Espectro do Autismo caraterizam-se por disfunções graves do neurodesenvolvimento, conduzindo a um desenvolvimento atípico na interação social, na comunicação e na imaginação/comportamento do indivíduo. De acordo com o princípio da escola inclusiva, esta deverá responder com meios adequados de forma a promover o sucesso do processo ensino / aprendizagem. No entanto, e para que este se desenvolva, é pertinente reflectir sobre uma eficaz interação professor-aluno, pois para além da preocupação com o domínio das áreas do saber, o professor deverá dar, da mesma forma, ênfase ao desenvolvimento das atitudes que lhe permitem aceitar a mudança e a inovação, sendo ele próprio o agente de mudança. Não obstante, torna-se emergente que os professores recorram a outras práticas inclusivas, nomeadamente a aprendizagem cooperativa, a negociação, a meta-aprendizagem e o ensino cooperativo. Para tal, recorremos a uma amostra de noventa e cinco professores, de três agrupamentos de escola. Tendo em conta a nossa problemática, optou-se pelo método quantitativo diferencial, utilizando como instrumento de recolha de informação uma escala de resposta tipo likert. Os dados obtidos através desta escala permitem verificar que as escolas estudadas recorrem a práticas inclusivas. Tendo em conta a aprendizagem cooperativa e o ensino cooperativo como práticas inclusivas, verificamos um maior recurso, por parte dos docentes (de acordo com a sua perceção), nas escolas com Unidades de Ensino Estruturado para crianças com PEA, em detrimento das escolas sem Unidades de Ensino Estruturado para crianças com PEA.

 

The autism spectrum disorders characterize itself by severe neurodevelopmental disorders, leading to atypical development in social interaction, communication and imagination / behavior of the individual with autism. According to the principle of the inclusive school, it should respond with appropriate means in order to promote the success of teaching and learning. However, and this is developed, it is pertinent to reflect on effective teacherstudent interaction, as well as concern for the field of disciplines, the teacher should give the same manner, emphasizing the development of attitudes which allow embrace change and innovation, and he is the agent of change. Nevertheless it is emerging that teachers go to other inclusive practices, including cooperative learning, negotiation, meta-learning and cooperative learning. Thus, a perspective of inclusive school, teachers must be proficient in the use of interactive strategies, so that their intervention promotes the success of these children. For this purpose, we used a sample of ninety-five teachers, three groups of school. Having regard to our problem, we opted for differential quantitative method, using as a tool for gathering information a scale of Likert-type response. The data obtained from this scale, show that the studied schools resort to inclusive practices. Having regard to cooperative learning and cooperative learning as inclusive practices found greater use by teachers (according to your perception), schools with Structured Teaching Units for children with Autism Spectrum Disorders, to the detriment of free schools Teaching Units structured for children with Autism Spectrum Disorders.

 

Palavras-chave / Keywords

Inclusão, Práticas Inclusivas, Perturbações do Espectro do Autismo, Unidades de Ensino Estruturado.

Inclusion, Inclusive Practices, Autism spectrum disorders, Units of Structured Teaching for Autistic.


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Publicado

2014-06-03

Como Citar

Esteves, A., Reis, A. C., & Teixeira, L. (2014). A aprendizagem e o ensino cooperativos como práticas inclusivas na educação de alunos com perturbações do espectro do autismo: comparação entre escolas do 2º e 3º ciclo com e sem unidades de ensino estruturado para crianças com PEA. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente, 5(1), 245–265. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/1139