Arquitectura funerária – compreensão para a adequação e integração na actualidade.

Renato Miguel Vicente Franco, Rui Reis Alves

Resumo


O presente artigo procura a compreensão da arquitectura do espaço funerário, por via da componente simbólica, tanto a nível social como arquitectónico. Pretendendo a desmistificação de práticas irrefutavelmente atribuídas às crenças da entidade religiosa (e respectivas sociedades), que provocam o desaparecimento do tema no debate da arquitectura moderna e condiciona as potencialidades e correlações destes lugares com as envolventes. Procuramos inicialmente identificar e compreender o processo psicológico e emocional deste momento intrínseco a qualquer sociedade e posteriormente relacionar estes estados com a natureza simbólica e consequentemente com as respostas dadas em dois casos de projectos actuais de ideologias religiosas divergentes.

Dada a sensibilidade da temática e a ambição de melhor compreendermos as opções tipológicas e as práticas do ritual fúnebre, sentimo-nos forçados a estudar o comportamento e o pensamento individual e colectivo do ser humano. Com isto o presente artigo identifica inicialmente a problemática encontrada no contexto habitual dos cemitérios, para subsequentemente analisar a origem de diversos comportamentos humanos perante este tema e por fim, abordar duas abordagens contemporâneas divergentes – uma da cultura mediterrânea e outra da cultura nórdica –, contudo eficazes e válidas na adequabilidade do espaço funerário às vivências quotidianas, constituindo-se como possíveis referências a futuras intervenções.


Palavras-chave

Espaço funerário, Relação com a cidade, Simbolismo, Ritual fúnebre, Arquitectura funerária, Arquitectura moderna.


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