O ciclo da água pluvial no Palácio da Pena. Caso de estudo.

Autores

  • Ana Patrícia R. Alho

Resumo

No presente artigo desejamos compreender o sistema hidráulico Superior do Palácio da Pena, para tal, estudámos as circunstâncias históricas da sua fundação, as influências estilísticas, as campanhas de obras e as campanhas conservação e restauro, que de algum modo vieram alterar o sistema pré-existente.

Desde sempre que uma das primordiais preocupações do arquitecto ao conceber o edifício foi conduzir as águas pluviais para o exterior da zona coberta. Assim, ao longo do tempo foi ensaiando soluções, que assumiram várias tipologias, envolvendo as coberturas, as caleiras de escoamento, as gárgulas e a continuação do sistema através de contrafortes escalonados e daí directamente para o solo, onde existe igualmente todo um conjunto de canalizações que contribuem para o afastamento das águas da estrutura muraria do edifício.

O sistema hidráulico é um subsistema arquitectónico, que pode ser compreendido atendendo ao seu duplo desenvolvimento: um primeiro que se refere à água potável, ao nível do solo, e outro às águas pluviais, existindo uma articulação entre estes dois subsistemas, que condicionam a organização arquitectónica do mosteiro.

Palavras-chave:

Arquitetura, Hidráulica, Água, Romantismo

Biografia Autor

Ana Patrícia R. Alho

Licenciou-se em História (Universidade Lusíada) no ano de 2004 e obteve o grau de mestre em Arte, Património e Restauro (FLUL) em 2008. No ano de 2009 obteve uma bolsa de Doutoramento atribuída pela FCT, sendo-lhe concedidas mais duas outras bolsas de investigação pela mesma Fundação nos seguintes projectos: Azulejaria Medieval em Portugal – um estudo de proveniência e História da Ciência e Tecnologia: Das Comissões Geológicas aos Serviços Geológicos (1848-1970): História e Herança Científica. Autora da obra “As Gárgulas no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Função e Forma”, publicada pela Câmara Municipal da Batalha em 2010. Participou em vários Congressos, Seminários e Encontros, desde o ano de 2010, tanto em Portugal como em Espanha, nos quais publicou vários artigos científicos. Participa como investigadora no Instituto de História da Arte da FLUL. Em 2012 faz parte do grupo de investigação do Projecto “Magister – Arquitectura Tardo-gótica em Portugal: Protagonistas, modelos e intercâmbios artísticos (Séc. XV-XVI)”, e no ano seguinte participa no grupo de investigação do projecto “Da cidade sacra à cidade laica. A extinção das ordens religiosas e as dinâmicas de transformação urbana na Lisboa do século XIX”. Faz parte da na Comissão Externa de Avaliadores dos Cadernos do Arquivo Municipal de Lisboa. Comissária da Exposição no Museu Nacional de Arte Antiga, “AQUA. Faianças da Colecção o MNAA” em 2015.

Referências

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Publicado

2017-11-30

Como Citar

Alho, A. P. R. (2017). O ciclo da água pluvial no Palácio da Pena. Caso de estudo. Revista Arquitectura Lusíada, (8), 115–124. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/ral/article/view/2466

Edição

Secção

Artigos