Área metropolitana de Lisboa: que estratégias?

Rui Barreiros Duarte

Resumo


A área metropolitana de Lisboa reflecte acentuados desequilíbrios regionais, a não existência dum modelo que perspective a sua sustentabilidade e competitividade, a falta de projectos integrados que envolvam a qualidade da paisagem humanizada, rentabilizem os recursos energéticos e potenciem a mobilidade.

Apesar dos exemplos europeus, a região da Grande Lisboa enreda-se numa conurbação de cidades-subúrbios incapazes de se tornarem competitivas, de gerarem emprego, coesão social e qualidade de vida, traduzindo uma falta de modelos de referência e de teorias.

As acessibilidades regionais são um factor determinante do desenvolvimento, mas não se compadecem com as indefinições de traçado e localização das grandes infra-estruturas, enunciando a ausência dum pensamento e de estudos cientificamente sustentados sobre as regiões.

Assim, é necessário equacionar a competitividade das cidades e a sustentabilidade num primeiro nível, resolver os problemas da segurança e da violência urbana num segundo nível e a integração comunitária para que exista uma boa saúde mental num terceiro nível. Os modelos de referência e a sua adaptabilidade, os ambientes urbanos e as condições técnicas de acção, constituem três níveis interactivos, indissociáveis dum processo integrado de desenho. O debate está em aberto, mas como diz José Gil, pode haver um problema de não inscrição.

 

The Lisbon Metropolitan Area reflects accentuated regional inequities, the non-existence of a model that perspectives its sustainability and competitiveness, the lack of integrated projects that engage the quality of the humanized landscape, that monetizes its energy resources and potentiate mobility.

Even though the European examples, the Lisbon region is entangled within a conurbation of suburb-cities incapable of becoming competitive, of creating jobs, social cohesion and quality of life, translating a shortage of reference models and theories.

The regional accessibilities are a determinant development factor but are not considerate with the unknowns of the trace and the location of major infrastructures, enouncing the absence of a scientifically sustained thought and study regarding the regions.

Thus, it is necessary to question the cities competitiveness and their sustainability on a first level, solve the safety and urban violence issues on a second level and the community integration for a good mental health on a third level. The reference models and their adaptability, the urban environments and the action’s technical conditions constitute three interactive levels, inextricably linked in an integrated design process. The debate is open, but as José Gil affirms, they might be a problem of non-inscription.

 

Palavras-chave / Keywords

Área metropolitana, Conurbação, Modelo, Estratégia, Subúrbio, Competitividade.

Metropolitan area, Conurbation, Model, Strategy, Suburb, Competitiveness.


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