Alcoutim: arquitectura, sinais e identidade. Fenomenologia da arquitectura

Autores

  • Alcino Baptista Ferreira Universidade Lusíada de Lisboa, CITAD.
  • Victor Manuel Guerreiro de Brito Mestre em Arquitectura, Universidade Lusíada de Lisboa.

Resumo

O território de Alcoutim é um local escondido, situado no nordeste da serra algarvia do Caldeirão. Território de transição, de passagem, mas também de fixação para aqueles que o escolheram. É um local com memória. Memória inscrita nos monumentos patrimoniais, que como obras-primas de referência que são, peças onde a civilização se exprimiu em determinado momento do tempo, carece de inventários actualizados. As actualizações são intervenções de salvaguarda, de recuperação e reabilitação do passado. Para que exista empenhamento pela preservação dos monumentos por parte dos povos são necessários inventários devidamente esclarecedores. Memórias transmitidas nos sinais que revelam a identidade de um povo na sua arquitectura. Para conseguir esse efeito, tendo como referência as recomendações da Carta de Atenas de 1931, procuram-se aqui, fundamentalmente, os registos descritivos e ilustrações do património que permitiram as intervenções recentes de arquitectura.

Palavras-chave:

Arquitectura, Sinais, Identidade, Memória e território

Biografia Autor

Alcino Baptista Ferreira, Universidade Lusíada de Lisboa, CITAD.

Doutor em Filosofia, Universidade Nova de Lisboa. Ex-Professor Associado, Universidade Lusíada de Lisboa. Ex-Investigador, CITAD, Universidade Lusíada de Lisboa.

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Publicado

2016-05-13

Como Citar

Ferreira, A. B., & Brito, V. M. G. de. (2016). Alcoutim: arquitectura, sinais e identidade. Fenomenologia da arquitectura. Revista Arquitectura Lusíada, (7), 121–131. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/ral/article/view/2334

Edição

Secção

Artigos