Aquecimento solar passivo - ganhos diretos, indiretos e isolados

Autores

  • Alberto Reaes Pinto
  • Bruno Duarte Dias

Resumo

A utilização das energias fósseis que produzem gases de efeito de estufa, aquecimento global e mudanças climatéricas que estamos a assistir, viabilizam, cada vez mais, as energias renováveis e os sistemas de climatização passivos. (Reaes Pinto, 2008).

Neste artigo pretende-se aprofundar o conceito de solar passivo e o que é necessário ter em consideração para que um edifício solar passivo possa funcionar com eficiência.

Todas as fases são importantes, desde o desenho urbano, ao projecto de arquitectura e das especialidades até à escolha criteriosa dos materiais. No entanto, se a construção não for bem executada o edifício não irá funcionar como é esperado.

O crescente número de software de simulação e de modelação, cada vez mais precisos, permitem auxiliar o dimensionamento e afinação de soluções passivas. Deste modo é mais fácil construir edifícios com elevado conforto higrotérmico que utilizem o mínimo de energia possível para a climatização, iluminação e ventilação.

Neste artigo serão abordados três sistemas genéricos para a implementação do aquecimento solar passivo: ganhos térmicos diretos, indiretos e ganhos isolados.

Palavras-chave:

Aquecimento solar passivo, Conforto térmico, Eficiência energética, Construção sustentável

Biografias Autor

Alberto Reaes Pinto

Professor Catedrático da Faculdade de Arquitectura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada de Lisboa (ULL) e Doutor em Arquitectura pela Universidade de Salford-UK. É Coordenador do Centro de Investigação e Desenvolvimento, em Território, Arquitectura e Design (CITAD) das FAA da Universidade Lusíada. Foi Director da FAA da ULL, no período de 2009 a 2012. Membro do Conselho Geral da Academia de Escolas de Arquitectura e Urbanismo de Língua Portuguesa (AEAULP), de 2011 a 2013. Foi administrador de empresas e iniciou a actividade empresarial privada em 1964 na empresa de construção civil ICESA, onde desempenhou cargos de Direcção e de Administração (1972/1989) e especializou-se em pré-fabricação, na Société Fiorio, em Limoux, France, de 1964 a 1967. Eleito Académico Correspondente Nacional pela Academia Nacional de Belas Artes, em 1995. Eleito Presidente do Conselho Regional de Delegados do Sul da Ordem dos Arquitectos, no triénio 1999 a 2001. Nomeado pelo Conselho Nacional da Ordem dos Arquitectos em 2001 para integrar a Comissão de Acreditação do Curso de Arquitectura (CA), da Escola Superior Artística do Porto, e em 2002 para Presidente da Comissão de Acreditação do CA da Universidade do Minho. Eleito, pela Ordem dos Arquitectos, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Colégio da Especialidade de Gestão, Direcção e Fiscalização de obras, no dia 8 de Abril de 2014.

Bruno Duarte Dias

Arquiteto pela Universidade Lusíada de Lisboa com Mestrado Integrado intitulado “Sustentabilidade na Arquitetura”. Desenvolve projeto e construção focados na eficiência e sustentabilidade da construção e salubridade do utilizador. Investigador no Centro de Investigação do Território Arquitetura e Design da Universidade Lusíada de Lisboa desde 2013.

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Publicado

2016-05-13

Como Citar

Pinto, A. R., & Dias, B. D. (2016). Aquecimento solar passivo - ganhos diretos, indiretos e isolados. Revista Arquitectura Lusíada, (7), 77–92. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/ral/article/view/2331

Edição

Secção

Artigos