A arquitectura - Sentido | Emoção | Lugar | Tecnologia

Fernando Mariz

Resumo


Na Arquitectura a produção de imagens em série que nos invadem e que, por vezes, nos moldam o imaginário ganha um novo significado, no âmbito de valores compositivos antigos.

Muitas vezes a arquitectura aparece obsessivamente agarrada a uma imagem, imagem que se propaga e se multiplica, sendo que muitas vezes até se torna apelativa, ou sedutora, pela controversa originalidade. Em todos os casos, através da imagem, muitas vezes desprovida de Significado e de Sentido, a arquitectura procura reforçar valores que façam perpetuar gestos, memórias quase sempre imediatas. Muitas memórias, por vezes obsessivas novidades superficiais, em detrimento dos valores conceptuais intrínsecos à Arquitectura. Uma usurpação da imagem, que, também com frequência, esquece os restantes Sentidos com que se vivem as Formas e os Espaços. Uma Arquitectura sem Identidade, nem Significado, que também esquece os ideais de beleza de Leon Battista Alberti 1, por exemplo. Não podemos, não devemos, pensar que, tal como refere Neil Leach, tudo e resume a imagens. Tudo é transportado para um nível estético e valorizado pela sua aparência.

Na Arquitectura a produção de imagens em série que nos invadem e que, por vezes, nos moldam o imaginário ganha um novo significado, no âmbito de valores compositivos antigos. Muitas vezes a arquitectura aparece obsessivamente agarrada a uma imagem, imagem que se propaga e se multiplica, sendo que muitas vezes até se torna apelativa, ou sedutora, pela controversa originalidade. Em todos os casos, através da imagem, muitas vezes desprovida de Significado e de Sentido, a arquitectura procura reforçar valores que façam perpetuar gestos, memórias quase sempre imediatas. Muitas memórias, por vezes obsessivas novidades superficiais, em detrimento dos valores conceptuais intrínsecos à Arquitectura.

Uma usurpação da imagem, que, também com frequência, esquece os restantes Sentidos com que se vivem as Formas e os Espaços. Uma Arquitectura sem Identidade, nem Significado, que também esquece os ideais de beleza de Leon Battist Alberti, por exemplo. Não podemos, não devemos, pensar que, tal como refere Neil Leach, tudo se resume a imagens. Tudo é transportado para um nível estético e valorizado pela sua aparência. A Arquitectura deve também ser uma matriz inteligente e bem estruturada de Sentidos que nos façam usufruir, viver, contemplar emotivamente cada momento, cada espaço, cada sítio, cada função. A imagem, por si só, pode, provocar desequilíbrios sensoriais que enfraquecem a qualidade da Arquitectura. As vivências têm de ser completas. A arquitectura tem de ser intemporal, tem de ter Sentido, Emoção, considerar o Lugar e estar a par das novas Tecnologias. Tem de ter intrínseco um valor multissensorial, onde cada espaço, e o conjunto de espaços, deve emancipar um franco aproveitamento do Lugar, uma percepção que explore o valor final da experiência arquitectónica. A Arquitectura deve também ser uma matriz inteligente e bem estruturada de Sentidos que nos façam usufruir, viver, contemplar emotivamente cada momento, cada espaço, cada sítio, cada função. A imagem, por si só, pode, provocar desequilíbrios sensoriais que enfraquecem a qualidade da Arquitectura. As vivências têm de ser completas. A arquitectura tem de ser intemporal, tem de ter Sentido, Emoção, considerar o Lugar e estar a par das novas Tecnologias. Tem de ter intrínseco um valor multissensorial, onde cada espaço, e o conjunto de espaços, deve emancipar um franco aproveitamento do Lugar, uma percepção que explore o valor final da experiência arquitectónica.


Serial production of images that invade us and sometimes we shape the imaginary takes on new meaning in the context of ancient recipes.

This spreads, multiply many times the architecture appears obsessive clinging to an image, which sometimes even becomes attractive or enticing the originality controversial even much originality. In all the cases, across the image, often meaningless and the effect of architecture, the architecture seeks to enhance values forming perpetuate gestures, memory almost always immediate. Many memories, sometimes obsessive new surface at the expense of values intrinsic to the conceptual architecture. A usurpation of the image, which also often forget the other senses with which they live Forms and Spaces. An architecture without identity or meaning, that forget the beauty ideals of Leon Battista Alberti, for example. We can not, we must not think that, as regards Neil Leach, it boils down to images. Everything is transported to a level and valued for its aesthetic appearance.

The architecture may also have to be a smart and structured array of senses that make us enjoy, live, emotionally contemplate every moment, every space, every site, every function. The image, in itself, can cause imbalances that weaken the sensory quality of the architecture.

Experiences have to be complete. The architecture has to be timeless, must have sense, emotion, consider the place and keep abreast of new technologies. You must have intrinsic value multisensory, where each space, and the set of spaces, should emancipate a frank use of the place, a perception that explore the final value of architectural experience.


Palavras-chave / Keywords

Arquitectura, Sentido, Emoção, Lugar, Tecnologia.

Architecture, Sense, Emotion, Place, Technology.


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