Estratégias urbanas para contextos de rutura: criação de comunidades sustentáveis

Rui Barreiros Duarte

Resumo


As reflexões sobre a condição urbana na actualidade, confrontam-se hoje com o impacto que tem a migração nas cidades em todo o mundo, sendo necessário reavaliar a eficácia das estratégias urbanas perante contextos de rutura. Elas devem conjugar as necessidades de alojamento com a afetação de áreas de ocupação e dar uma resposta eficaz ao impacto e intensidade dos fluxos migratórios utilizando mecanismos que respondam adequadamente ao paradigma energético. Assim, dever-se-ão criar etapas de intervenção que disciplinem a ocupação do solo assentes em valores comunitários e que dêem respostas ao Carbono 0. É necessário definir novos critérios e princípios de intervenção tendo em consideração factores culturais, salvaguardar as qualidades ambientais em termos de sustentabilidade, funcionalidade e as relações com a envolvente (contextualização). Também é essencial equacionar o tipo de vivência, para que a organização do território possa aferir a adequabilidade dos princípios que fundamentam as intervenções. Estas questões envolvem opções por tipologias em pátio, modos de agregação e de construir duma forma sustentável. As matrizes espaciais deverão permitir vários tipos de organização constituindo núcleos hierarquizados, unidades morfológicas dimensionadas de modo a optimizar os fluxos urbanos e criar estruturas espaciais comunitárias. O objetivo é refletir sobre as condições culturais de intervenção no território partindo de situações de rutura, enunciando etapas que equacionem os valores essenciais a salvaguardar, adensando a visão operativa das intervenções. A metodologia utilizada parte do princípio que qualquer intervenção é um processo que deverá questionar e ser questionado isto é, participado ou aferido a partir das etapas de conceptualização articulando-se com o lugar, as necessidades e a vivência das pessoas de modo a criar comunidades e as necessárias respostas energéticas. Assim, criam-se condições para que exista uma disciplina de intervenção que enquadre diversas dinâmicas de ocupação do território articuladas através dum modelo flexível estruturante.


Palavras-chave

Estratégia, Comunidade, Limites, Casas-pátio, Sustentabilidade.


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