Lusíada. Política Internacional e Segurança http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis <p>“Lusíada. Política Internacional e Segurança” surge numa altura especialmente apropriada, dado o panorama das relações internacionais, com todas as dinâmicas que lhes estão associadas, nomeadamente, uma eventual transição de um modelo unipolar para um multipolarismo, do qual não conhecemos ainda verdadeiramente os contornos e que encerra toda uma série de desafios que urge estudar, analisar e compreender. As crises financeiras, do petróleo, dos alimentos, do terrorismo, a emergência de novos poderes estaduais, mas também infra e até supraestaduais, fazem-nos questionar os paradigmas até aqui dominantes e tentar perspetivar aqueles que estão a despontar. A academia portuguesa e, por maioria de razão, a Universidade Lusíada não podiam ficar alheias a estes fenómenos, tendo inclusivamente como seu objetivo estatutário não só a transmissão de saberes e competências, mas também, e fundamentalmente, a criação e difusão de conhecimento científico inovador produzido pelos seus docentes e investigadores para usufruto da comunidade onde se inserem. É este, portanto, o desiderato principal desta publicação: a produção de estudos, análises, perspetivas e opiniões sobre as áreas científicas já mencionadas.</p> pt-PT pavia.jose@gmail.com (Prof. Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia) helder.machado@lis.ulusiada.pt (Dr. Helder da Rocha Machado) Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 OJS 3.3.0.7 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Nota de abertura e política editorial http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2948 <p>Lançamos agora o décimo sétimo e o décimo oitavo número da Revista Lusíada Política Internacional e Segurança. Como é costume um número variado com autores de várias origens e temáticas muito diversas. Abrimos com um dossier temático sobre a Conferência “A Água e as Relações Internacionais”, que decorreu na Universidade Lusíada do Porto.</p> Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2948 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 Procedimento de arbitragem científica http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2949 <p>Em estreita relação com a Política Editorial, a Revista Lusíada - Série Política Internacional e Segurança foi pensada com o objectivo de fornecer um conjunto de contributos científicos originais e actualizados no campo da Ciência Política, das Relações Internacionais e das Políticas de Segurança em geral. O procedimento de arbitragem científica tem de ter obrigatoriamente em consideração a especificidade da Revista tal como é descrita na Nota de Abertura e Política Editorial. O Conselho Científico foi constituído por investigadores nacionais e estrangeiros especializados nas diversas áreas de investigação, como consta dos respectivos currículos. O objectivo foi conciliar a necessária qualidade científica e a variedade de especializações com a diversidade de temáticas.</p> Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2949 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 A água como fator de conflitos político-militares no Sul e Sudeste Asiático: http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2950 <p>A gestão desadequada dos recursos hídricos e o aumento exponencial do consumo de água potável no continente asiático têm contribuído para agravar desequilíbrios e tensões prevalecentes, que no limite podem resvalar para relações conflituais. No presente artigo explanamos como o Planalto Tibetano assume um papel central no futuro da região Sul e Sudeste da Ásia, pois dele brotam os maiores rios da Ásia, autênticas fontes de vida para a China, Índia, Bangladesh, Myanmar, Butão, Nepal, Cambódja, Paquistão, Laos, Tailândia e Vietname, que no seu conjunto albergam cerca de 50% da população mundial.</p> <p>Conferimos especial atenção ao Rio Brahmaputra, que percorre os dois atores com maior relevância geopolítica - China e Índia -, mas enfatizando que o primeiro, por se localizar a montante dos rios em apreço, dispõe de vantagens que utiliza para afirmar o seu poder e para salvaguardar os seus interesses na região.</p> <p>O «Grande Projeto de Direcionamento da Água Sul-Norte» possibilitará importantes transvases entre distantes bacias hidrográficas da China, deslocando abundantes quantidades de água do Rio Brahmaputra para a árida região Norte do país, com repercussões que podem ser dramáticas para os países localizados a jusante do rio, mormente a Índia e o Bangladesh. O projeto em apreço partirá da «grande curva» do Brahmaputra, próximo da região Arunachal Pradesh, na disputada fronteira entre a China e a Índia, uma das regiões mais militarizadas do mundo.</p> <p>A combinação de todos os fatores mencionados é importante e justifica o estudo e acompanhamento cuidadoso da região do Sudeste Asiático, pois a eclosão de um conflito armado terá necessariamente impacto global.</p> João Luís Rodrigues Leal Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2950 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 Como vencer guerras climáticas http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2952 Nuno Lemos Pires Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2952 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 A gestão dos recursos hídricos transfronteiriços e as relações Portugal-Espanha http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2953 <p>É seguramente consensual afirmar que “água é vida”. É também universalmente reconhecido que foi em torno de grandes rios que se desenvolveram as grandes civilizações. A Mesopotâmia em torno do Tigre e do Eufrates ou a civilização egípcia em torno do Nilo são apenas dois exemplos eloquentes. Contudo, essa água que é fonte de prosperidade e riqueza em tantas circunstâncias, é também, e talvez por isso mesmo, fonte de discórdia e disputa. Mark Twain, em Huckleberry Finn, o seu romance mais conhecido, diz-nos ironicamente que “(...) o whiskey é para beber e a água é para lutar!”. Num registo bem mais sério, o Presidente John Kennedy afirmou que “Quem resolver os problemas da água, merece não um, mas dois Prémios Nobel – o da Ciência e o da Paz”. Não admira, assim, que ao longo dos séculos o controlo sobre as origens de água tenha sido uma preocupação de todas as nações. Aí está, a título de exemplo, o caso bem atual da disputa pelos Montes Golan, que Israel considera essenciais para a sua sobrevivência enquanto estado porque aí estão as suas principais origens de água.</p> Francisco Nunes Correia Direitos de Autor (c) 2021 Lusíada. Política Internacional e Segurança https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2953 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 Desafios para a gestão da água no Século XXI http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2954 <p>Em abril quando me abalancei no desafio de desenvolver um racional sobre a gestão da água no século XXI na perspetiva das Ciências Sociais, no âmbito de um Seminário sobre a Água e as Relações Internacionais, uma das ideias que emergiu imediatamente foi o papel político absolutamente crucial que a gestão deste recurso assumia para dois dos grandes desafios globais que neste século se encontram em cima da mesa para a humanidade. Por um lado, e de forma quase óbvia, o Desafio Ambiental e todos os impactes que este aporta em termos de alterações climáticas para a gestão deste recurso, a exigir abordagens holísticas, genialidade e vontades transnacionais comprometidadas em inovar abordagens e soluções. Por outro, embora (infelizmente!) de forma menos óbvia e menos assumida, o Desafio Societal no que este instiga ao envolvimento e implicação de múltipos atores para ações de natureza colaborativa num contínuo de diálogos e interdependências relevantes à sua abordagem - desde o nível mais micro e individual (na configuração de hábitos e quotidianos) a níveis mais globais (na configuração de decisões estratégicas e sistemas de governação e governança bem mais complexos).</p> Maria João Freitas Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2954 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 Guerra assimétrica reversa: http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2955 <p>O presente trabalho objetiva analisar a fenomenologia da <em>Assimetria Reversa</em>, como elemento de limitação do emprego do poder militar no campo de batalha e no contexto amplo dos conflitos bélicos de quarta geração, procurando também demonstrar os persistentes equívocos quanto à utilização, genérica e a técnica, da expressão “Guerra Assimétrica”.</p> Roy Reis Friede Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2955 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 Moving borders between Kosovo and Servia: http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2956 <p>The article analyses the possibility of Pristina and Belgrade accepting to change Kosovo’s borders and its likely consequences for peace in the Balkans. It argues that such a possibility raises worries of further instability – including war – returning to the region as other minorities feel discriminated against and the will for independence or integration in a neighbouring country grows and turns into a chain reaction. The logic of exchanging some of North Kosovo municipalities with a Serb majority for some eastern Serbian ones of Albanian majority is one of separation of ethnic groups. This goes against the prevailing consensus although the opinion of part of the international community seems to be shifting. However, Kosovo is not just a territory of Albanian majority where many Serbs live. It is also the melting pot where the Serbian orthodoxy and culture come together with its churches and monasteries dating back to the Middle Ages. The reality is that since the end of the war nearly twenty years ago and several attempts to pacify Kosovo the region remains very unstable. The UN Security Council Resolution 1244 and the Ahtsaari plan in 2007 for a multi-ethnic and democratic Kosovo were insufficient to generate a mutually accepted solution although it conceded several rights to the Serb minority and protection of their religious monasteries under international supervision. Furthermore, most of the negotiations that occurred since the 2011 clashes led to agreements hardly ever implemented and part of the region, notably North Kosovo, still remains very unstable.</p> Vítor Ramon Fernandes Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2956 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000 África entre crises e a oportunidade de reposicionar-se no sistema internacional http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2957 <p>As tentativas de afirmação política e económica da África no sistema internacional remonta da década de 60 do século XX, altura em que maior parte dos seus Estados alcançaram as suas independências. O período coincide com a criação da Organização de Unidade Africana (OUA), hoje União Africana (UA), em 25 de Maio de 1963, data que passou a ser celebrada como dia da África. Passados metade do século (57 anos), o esforço de construção de uma África próspera e pacificada tem sido dificultada por um conjunto de entraves. Este quadro tem relegado ao segundo plano o papel do continente no contexto global, mas também contribuido para a imagem negativa que é atribuida a África. É bem verdade que o continente está cheio de desafios, contudo é também de imensas oportunidades.</p> <p>É em função disso que o presente artigo procura fazer um breve balanço da África a partir dos finais da década de 1990 através de duas dinâmicas, a saber: a sócioeconómica, e a política – segurança. Pretende-se com isso ilustrar entre várias, algumas das razões na base da sua vulnerabilidade e fraqueza, e a partir delas identificar oportunidades que possam contribuir para o seu reposicionamento internacional, o que é do interesse tanto da África, como do resto do mundo devido as suas potencialidades e localização geográfica.</p> Manuel Agostinho Barros Direitos de Autor (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/2957 Tue, 21 Sep 2021 00:00:00 +0000