Como podem ser diminuídas as tensões entre a União Europeia e a Federação Russa

António Carlos da Silva Cardoso, Joana Rita Martins Lima, Rafaela Jesus Paulo, Raquel Vaz Pedro Sequeira, Rute Andreia da Silva Campos, Soraia Benedita Ferreira da Costa

Resumo


O objeto do presente trabalho é o estudo das relações entre a União Europeia e a Federação Russa desde a ascensão de Putin ao poder. O objetivo é duplo: compreender a origem e os motivos, por parte dos decisores políticos, para a existência de tensões políticas ou algum tipo de conflitos; analisar esses conflitos no âmbito da política externa e interna Russa e aferir se as sanções da União Europeia surtiram o efeito desejado. O problema subjacente às relações entre a União Europeia-Federação Russa é triplo: relaciona-se com o dilema de prisioneiro, à qual a expansão da NATO é vista como uma medida defensiva pelo Ocidente, mas para a Rússia como uma medida ofensiva; é um problema político, através da questão da divergência de valores, nomeadamente no caso da democracia; é geoestratégico, prendendo-se com a proteção e defesa das áreas de influência russa, bem como o honrar de velhas alianças. Os autores argumentam que uma visão defensiva-ofensiva entre as duas potências origina as tensões existentes. Como principal conclusão, verificamos que é necessária uma forte cooperação, estabelecendo matérias prioritárias e secundárias, bem como um entendimento mútuo em questões de possíveis tensões, devendo as negociações realizarem-se de forma transparente, tendo estas negociações objetivos concretos.


The main object of this paper is the study of the relationship between the European Union and Russian Federation since Putin’s rise to power. There is a double objective: to understand the origins and motives by the main policy makers for the existence of political tensions or any type of conflict; to analyse those conflicts in the foreign and domestic policy of the Russian Federation and assess if the EU sanctions have had the desired effect. There is a triple problem related to the relations between EU-Russian Federation: Firstly, it is associated with the prisoner’s dilemma, making NATO’s enlargement a defensive measure by the West but interpreted as an offensive one by the Russian Federation. Secondly, there is a political problem through the question of the divergence of values, namely in the case of democracy. And thirdly, it is a geostrategic problem, associated with the protection and defence of Russia’s sphere influence, as well as the honouring of old alliances. The authors argue that a defensive-offensive vision between these two actors originates the current tensions. As a primary conclusion, we verify that it is necessary to establish a strong cooperation, categorizing primary and secondary matters, as well as a mutual understanding in questions of possible tension. In the latter, negotiations should be transparent and follow its specific objectives.


Palavras-chave / Keywords:

Federação Russa, NATO, Política Externa, Síria, Tensões, Ucrânia, União Europeia.

European Union, Foreign Policy, NATO, Russian Federation, Syria, Tensions, Ukraine.


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