A NATO aos 60: a travessia do rubicão (ou a importância dos valores)

Autores

  • Lívia Franco

Resumo

Tendo sido criada no contexto da ordem bipolar estabelecida em Ialta, a Aliança Atlântica enfrenta hoje inúmeros desafios profundamente distintos daqueles que estiveram na sua origem. Mais particularmente, a Aliança defronta-se com o maior repto da sua história: a definição de uma identidade para o pós-Pós-Guerra Fria e a elaboração de um novo conceito estratégico capaz de a orientar face a um contexto internacional em transformação. Ao longo dos seus 60 anos de vida, a NATO – nas suas vertentes política, militar e institucional – demonstrou uma excecional capacidade de evolução e adaptação aos novos tempos. Como tal, importa compreender as razões desse seu sucesso singular. Através de uma análise histórico-política da Aliança importa encontrar os elementos que constituindo o seu norte a tenham conduzindo constantemente a bom porto. Encontramos as razões estruturantes da Aliança transatlântica no combate ao medo e à agressão, na defesa de vidas livres e sem necessidade, no respeito pela democracia e pela dignidade humana. Consequentemente, é nestes valores partilhados que se deve alicerçar o grande debate agora em curso: quais devem ser as funções prioritárias da NATO , qual a grande estratégia a adotar tendo em vista as novas ameaças emergentes? No presente artigo, ensaiam-se respostas para estas perplexidades.

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Publicado

2013-07-23

Como Citar

Franco, L. (2013). A NATO aos 60: a travessia do rubicão (ou a importância dos valores). Lusíada. Política Internacional E Segurança, (3), 11–30. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lpis/article/view/150

Edição

Secção

Artigos