Garcia de Orta e a Velha Goa

Maria Rosalina Delgado

Resumo


Este pequeno contributo sabre Garcia de Orta, trata da vida atribulada do maior médico naturalista da Renascença, a quem todos chamavam "O Ervas". Garcia de Orta tinha uma filosofia de vida digna de ser avaliada na sua plenitude. Não se esgotou o tema vista que, a sua biografia mal foi aflorada. A cidade de Goa que o acolheu não podia ser esquecida, por ter sido o refúgio que lhe deu guarida, quando Orta deixou Portugal com receio de Inquisição.
"O REINO DOS SIMPLES E DROGAS" é um repositório de todas as plantas de que havia conhecimento na época, desde as tão famosas especiarias aos bálsamos e unguentos, as espécies utilizadas na perfumaria e tinturaria, e ainda as destinadas à culinária e farmacopeia. Cada planta nova que Orta descobria era para si um precioso tesouro, procurou-se saber a origem de cada vegetal, qual a zona produtora, e a sua aplicação, o seu emprego e os seus resultados práticos.
A sensibilidade e a experiência fizeram deste homem e das suas mezinhas um tema inédito até então, atentemos na frase, quando Orta emprega a seguinte expressão: "só nascem perto dos portos marinhos, porque elas amam o mar e longe dele nao se criam". O autor apresenta a natureza a amar-se, utilizando um sabor especial entre o doce e o picante. A sua atitude mental tomou-se credora da nossa lembrança e hoje, aqui lhe prestamos homenagem.


Palavras-chave

Garcia de Orta, Goa, Plantas medicinais, Idade moderna, Século XVI, Farmacopeia.


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