Edições Anteriores

  • 2022

  • N. 31 (2022)

    A presente edição da revista "Lusíada. Economia & Empresa" apresenta-se, particularmente, interessante, integrando um conjunto muito diversificado de artigos.

  • 2021

  • N. 30 (2021)

    A presente edição da revista “Lusíada. Economia & Empresa” integra sete artigos, os quais se relacionam com áreas diversas e do maior interesse atual, sendo todos eles de inegável qualidade. Assim, a Professora Ana Pires de Carvalho, investigadora do Centro de Análise de Políticas da Universidade Eduardo Mondlane – que tem vindo a colaborar intensamente com a nossa revista – apresenta um artigo subordinado ao tema “Population Growth Challenges in Sub-Saharian Africa: are they just demographic?”, no qual se faz uma análise da evolução previsional da população da África Subsaariana, a qual deverá continuar a ser muito significativa, chegando a autora a afirmar que “[…] o malthusianismo talvez não seja uma visão do futuro”, já estando muitos países “[…] a experimentar alguns dos seus aspetos”.

  • 2020

  • N. 29 (2020)

    A presente edição da revista “Lusíada. Economia & Empresa” integra nove contribuições, particularmente, interessantes. A Professora Doutora Ana Harfouche, o Mestre ldalécio Lourenço e o Licenciado Estevão Soares dos Santos apresentam um artigo intitulado de “Há adequação do perfil de procura pelos serviços de urgência? — Um estudo exante surto pandémico — COVID-19”. O texto pretende obter evidência sobre a adequação ou não do perfil da procura à missão e à própria natureza dos serviços de urgência, permitindo, inclusive, pensar em medidas que possam ser adoptadas tendo em vista um eventual redireccionamento da procura, evitando a utilização em excesso dos serviços de urgência. O estudo centrou-se nos seis serviços de urgência existentes nas três unidades do Centro Hospitalar do Oeste.

  • N. 28 (2020)

    A presente edição da revista “Lusíada. Economia & Empresa” conta com oito artigos, que abrangem áreas diversificadas e que, simultaneamente, se apresentam da maior actualidade. Assim, o Professor Doutor António Mendonça contribui com um artigo subordinado ao tema “Coronacrise 2020: que crise?”, artigo esse que se apresenta particularmente interessante, em que o autor discute a crise económica desencadeada pela COVID-19, muito em particular, os elementos de ligação com a crise de 2008-2009, procurando, nomeadamente, evidenciar as diferenças constatadas entre a intervenção mais activa do Banco Central Europeu e a intervenção hesitante e contraditória das instituições nacionais e europeias com responsabilidade na política orçamental.

  • 2019

  • N. 27 (2019)

    A presente edição da revista “Lusíada. Economia & Empresa” compreende um conjunto diversificado e, particularmente, interessante de artigos. Assim, o Professor Fernando Martins apresenta um artigo intitulado de “Towards a more competitive labour market in Portugal: insights from a firm level survey”, no qual procura analisar as conclusões de um inquérito a empresas portuguesas conduzido pelo Banco de Portugal e realizado em 2014/2015, com o objectivo de identificar os principais choques com que as mesmas se confrontaram durante a crise ocorrida entre 2011 e 2014, no decurso da implementação do Acordo de Assistência. De forma não surpreendente concluíu-se que se processou um ajustamento significativo ao nível do emprego, com acréscimo substancial da taxa  de desemprego, o que, segundo o autor, permite questionar o sistema de negociação salarial em Portugal.

  • N. 26 (2019)

    A presente edição da Revista "Lusíada. Economia & Empresa" apresenta-se, particularmente, rica em contribuições teóricas que abarcam diversos domínios que integram o campo da Ciência Económica. Assim, Álvaro Matias contribui com um artigo intitulado "On the economic Value of Tourism: a pragmatic reflection". O artigo procura sublinhar o "valor económico do turismo", muito em particular, nos nossos dias, num quadro de grandes transformações tecnológicas nos sectores dos transportes e das telecomunicações. Salienta o papel do turismo no que se convencionou designar de SBT – Sector de Bens Transaccionáveis, bem como o papel desempenhado pelas autoridades na ultrapassagem de eventuais externalidades negativas e no atinente a intervenções tendentes a proteger os activos ligados ao próprio exercício da actividade turística (preocupação esta que o autor liga ao conceito de "turismo sustentável"). Finalmente, o autor procura realçar a função Social do Turismo, enquanto complemento ao seu indiscutível "valor económico".

  • 2018

  • N. 25 (2018)

    A presente edição da revista “Lusíada. Economia & Empresa” integra um conjunto interessante de artigos. A Mestre Cristina Fernandes Nunes contribui com um artigo intitulado “Capital humano e desenvolvimento económico”, partindo do reconhecimento da existência de uma correlação directa e positiva entre a valorização do capital humano e o desenvolvimento económico, consequência da evolução constatada em termos de crescimento económico e da evolução ocorrida nos índices de desenvolvimento humano. A autora é levada a concluir que se apresenta, cada vez mais, necessário incorporar novos processos dentro das salas de aula, recorrendo-se a avanços tecnológicos e científicos, devidamente comprovados, por forma a contribuir-se para a valorização da educação intercultural.

  • N. 24 (2018)

    A presente edição da Revista “Economia & Empresa” apresenta um conjunto de artigos diversificados e de grande qualidade. Assim, o Professor Doutor António Mendonça contribuíu com um artigo, intitulado “Portugal, Spain, The Euro and the international financial crisis”, em que analisa o impacto da adesão de Portugal e da Espanha à “área do euro”, procurando não apenas estudar o efeito da crise de 2008-2009 nessas economias, como também perspectivar o futuro. Sendo certo que Portugal conheceu, em alguns aspectos, um percurso semelhante ao da Espanha, considerou-se fazer sentido sintonizar algumas dinâmicas que permitem compreender as reacções das duas economias à “zona euro”, recorrendo-se, para o efeito, a indicadores fundamentais, tais como o output, o emprego, o investimento, as contas externas, os orçamentos de Estado e as respectivas dívidas públicas.

  • 2017

  • N. 23 (2017)

    O Magnífico Reitor, Professor Doutor Afonso d’Oliveira Martins, teve a amabilidade de me convidar para Director da revista “Lusíada. Economia & Empresa”, convite esse que aceitei com prazer, na certeza de que se trata de um desafio que envolve grande responsabilidade. Em primeiro lugar, porque se trata de continuar e aperfeiçoar trabalho desenvolvido por dois docentes que marcaram a Universidade Lusíada, a saber, o Professor Doutor Eduardo Raposo de Medeiros e o Professor Doutor José Eduardo dos Santos Soares Carvalho. Em segundo lugar, porque a revista “Lusíada. Economia & Empresa” deve ser um instrumento de aprendizagem e de aprofundamento da investigação técnica e científica, permitindo a externalização do conhecimento. Em terceiro lugar, porque na fase em que se encontra, presentemente, o Ensino Superior e a Investigação em Portugal e no Mundo, importa apostar, cada vez mais, no rigor científico ao serviço da efectiva resolução de problemas concretos, ligando-se a produção teórica à realidade ou, se se preferir, às diferentes realidades.

  • Dossier - Dinâmica económica e social da superestrutura turística
    N. 22 (2017)

    Não são poucas as actividades humanas como o turismo a atrair, simultaneamente, o interesse académico de muitos profissionais: economistas, gestores, geógrafos, ecologistas, psicólogos, sociólogos e historiadores. Cada uma dessas disciplinas académicas tem a sua própria opinião sobre o fenómeno turismo. A teoria económica contribuiu para o conhecimento do turismo. Mas a economia do turismo constitui uma disciplina ainda emergente na ciência económica e em busca do reconhecimento académico, o que não surpreende se considerarmos que o turismo só surgiu enquanto actividade económica organizada durante a segunda metade do século XX.

  • 2016

  • Dossier - Reinventar a gestão na era digital
    N. 21 (2016)

    A Era Digital está a construir um “ciberespaço” no mundo empresarial. A tecnologia está dia a dia acessível, fácil de usar e intuitiva; e, cada vez mais, inserida em praticamente todos os aspectos dos negócios de quaisquer empresas. No novo contexto, todo negócio torna-se um negócio digital. A transformação digital surge para caracterizar o processo de evolução e transformação das organizações, tirando partido das oportunidades criadas pelas profundas alterações sociais e tecnológicas. Com efeito, a digitalização abriu novos horizontes e mudou muitos paradigmas dos modelos de negócio em praticamente todas as actividades. Das mais pequenas às maiores empresas, a obrigatoriedade de uma redefinição dos modelos económicos e de gestão revelou-se mesmo um factor determinante para os bons resultados.

  • Dossier - A economia do turismo
    N. 20 (2016)

    A economia estuda os modelos e os processos com os quais os seres humanos se organizam socialmente para produzir e distribuir riqueza. Mas, a economia do turismo tem um campo delimitado: estuda a lógica do comportamento económico das pessoas que temporariamente se movimentam fora dos seus locais habituais – decisão de viajar, de permanência e de gastos – e o comportamento das empresas e dos agentes públicos que operam nos mercados. Este conjunto de relações de troca e de contactos entre aqueles que vendem e os que compram bens e serviços forma o mercado turístico. O resultado da oferta neste mercado gera o produto bruto do turismo para a economia.

  • 2015

  • Gestão do desporto - Perspectivas e realidades
    N. 19 (2015)

    O desporto é reconhecidamente uma componente essencial das sociedades modernas e um factor de modernização que se reflecte, ele próprio, na vida dos indivíduos e das comunidades. Enquanto fenómeno transversal a toda a sociedade dos nossos dias, o desporto é um extraordinário campo de investigação do comportamento humano, expressando de forma inequívoca, o que a cada momento lhe é mais representativo. O desporto assume múltiplas formas e desenrola-se em quase todos os contextos sociais: da escola ao emprego, da juventude à velhice, da recreação à competição, da participação ao espectáculo, do amadorismo ao profissionalismo, da formação à excelência, da saúde à doença.

  • 2014

  • Dossier - A dívida pública e o sector financeiro
    N. 18 (2014)

    A dívida pública surge em função dos défices dos orçamentos dos Estados. Corresponde aquilo que cada Estado deve a entidades por empréstimos contraídos para financiar parte dos gastos públicos que não é coberta pela arrecadação de impostos. Sempre que os gastos públicos não são cobertos pelas receitas, a diferença tem que ser financiada através de nova dívida. Geralmente, a trajectória da dívida pública (medida em percentagem do PIB) depende de três variáveis: o crescimento nominal do PIB, o qual determina o tamanho do denominador; a taxa de juro da dívida pública, da qual dependem os gastos com o serviço da dívida e, portanto, crescimento da dívida por inércia; o saldo primário (défice orçamental expurgado da despesa com juros) que, quando positivo abate à dívida e quando negativo a aumenta. Com estas três variáveis são possíveis várias combinações.

  • 2013

  • N. 17 (2013)

    A teoria do desenvolvimento económico tem destacado a importância dos factores de produção tradicionais – capital físico, financeiro, humano - para a geração de riqueza. O papel das instituições nacionais e locais - políticas, legais e sociais – foi largamente negligenciado para a compreensão do crescimento e do desenvolvimento económico, mesmo reconhecendo que os países possuem condições económicas diferenciadas, estando estas vinculadas à disponibilidade dos factores tradicionais. Transcorrido mais de meio século de estudos académicos, a teoria do desenvolvimento económico foi incorporando factores e variáveis que estavam originalmente fora do modelo tradicional. Isto porque somente explicações puramente económicas falharam em explicar questões de desenvolvimento. As interacções sociais e o desempenho da actividade económica ocorrem em ambiente de racionalidade limitada e sujeita ao comportamento oportunista, diante da impossibilidade em compreender, conhecer ou antever o comportamento dos demais agentes para o desenvolvimento da economia.

  • N. 16 (2013)

    O consumo é um assunto banal ou, até trivial, na medida em que todos nós fazemo-lo diariamente, em todo o tipo de ocasiões, tanto festivas como apenas no simples decorrer dos nossos dias. Como refere Baudrillard: “A sociedade de consumo resulta do compromisso entre princípios democráticos igualitários, que conseguem aguentar-se com o mito da abundância e do bem-estar, e o imperativo fundamental de manutenção de uma ordem de privilégio e de domínio.” O consumo das famílias responde, actualmente, por grande parte do produto nacional da maioria dos países. Em Portugal, constitui a força mais importante na formação do PIB (produto interno bruto). Representa praticamente metade da procura global, contra 14 por cento dos gastos do Governo, 12 por cento dos investimentos e 25 por cento das exportações.

  • 2012

  • N. 15 (2012)

    Toda a experiência do desenvolvimento económico prova hoje que o management constitui o fenómeno motor. Como afirmou Peter Ducker “não há países subdesenvolvidos, mas somente países subgeridos”. Para se manterem competitivas, as empresas tendem a evoluir progressivamente para formas de organização mais globais, com uma especial preocupação no que respeita à proliferação de novas tecnologias, ao aumento substancial da qualidade e à maior variabilidade da procura. Este quadro geral conduziu a novos paradigmas organizacionais, caracterizados por uma maior concentração das empresas nas suas core competencies e pelo estabelecimento de redes de cooperação e colaboração com entidades externas, desde fornecedores a clientes. As actividades de coordenação e colaboração assumem naturalmente uma enorme importância, conduzindo consequentemente a desafios de grande complexidade.

  • N. 14 (2012)

    Falar da “coisa pública” está na ordem do dia. Não tem a ver com a modernidade, é conversa cíclica de todos os tempos, em todos os espaços. Porém, nos dias de hoje, a conversa sobre a “coisa pública” subiu de intensidade. A mudança explica-se face à crescente desacreditação social da capacidade do Estado assegurar de forma financeiramente sustentável a gestão da “coisa pública”, criando novas pressões e constrangimentos. O contexto de volatilidade socioeconómica, em resultado da restrição orçamental do momento, coloca um conjunto de constrangimentos na despesa do Estado e, consequentemente, gera um novo e crescente arrazoado do cidadão com a “coisa pública”; facto aproveitado e amplificado pela comunicação social. A todas as horas, um número crescente de opinion makers tem guarida nos écrans da televisão, não para dizerem aquilo que não sabem, mas para dizerem aquilo que acham.

  • 2011

  • N. 13 (2011)

    o ano de 2011 marca o 25° Aniversário da Universidade Lusíada de Lisboa. Bastam apenas algumas horas para constituir uma qualquer instituição, mas espera-se um quarto de século para balancear os resultados da sua acção. Foi isso que aconteceu em 2011 com o reconhecimento, pela Associação Europeia das Universidades, como uma instituição de ensino superior de sucesso, onde o ensinar e o aprender se destacam como grandes prioridades. Todavia, "dormir sobre os louros", isto é, ficar descansado após os êxitos obtidos, nunca é um comportamento recomendável em termos de gestão de qualquer organização. A extrapolação das tendências que hoje se manifestam leva a pensar que os dois próximos decénios serão marcados por profundas modificações. As instituições de ensino superior não fogem a esta prospectiva de desenvolvimento e, nesse, sentido, deverão preparar-se para lhes dar resposta adequada. Dirigentes e professores precisam, igualmente, não ser conformados, pois é a insatisfação que gera o desejo de progresso e que induz ao esforço de mudanças. Dirigir não é fixar regras; é criar condições para que a instituição atinja os seus propósitos. Muitas vezes, o excesso de eficiência mata a eficácia nos resultados.

  • N. 12 (2011)

    Hoje o mercado é o mundo. As visões que nos apresentaram Adam Smith, David Ricardo, Stuart Mill, Joseph Schumpeter, e outros percursores da teoria económica, pedem reflexão. O movimento da evolução tecnológica e interdependência dos mercados, promovem mudanças cada vez mais rápidas, impactos sucessivamente mais fortes, capital humano aceleradamente pressionado para acompanhar o nível de concorrência internacional. O mundo passou por mudanças drásticas. Distâncias que até ontem eram percorridas em alguns meses, hoje são percorridas em algumas horas. Mensagens que demoravam vários dias para serem entregues aos seus destinatários, hoje são instantâneas. Nunca a humanidade produziu tantos bens e serviços quanto na actualidade. Em pouco mais de 250 anos a humanidade desenvolveu-se muito mais que em todo o período anterior da sua história.

  • 2010

  • N. 11 (2010)

    Vivemos no planeta vulcao. O planeta Terra, no seu processo normal de evoluc;ao, esta em constante actividade tectónica e mutação climática, provocando sismos, erupções vulcanicas, maremotos e outras acções imprevisíveis da natureza. Só depois de se aperceber o quanto estava desprotegido em relação as furias naturais, o ser humano se tornou atento e preocupado, passando a dar maior atenção aos sinais que a mae natureza emitia avisando sobre as catastrofes vindouras. Corn o apoio do avanço tecnológico, o homem começou a desenvolver ferramentas e tecnicas corn o intuito de se proteger dos fenómenos quando esses estivessem para acontecer: mediadores sísmicos, barómetros para medir a pressao atmosferica, anemómetros, etc. No entanto, a ciencia ainda nao e capaz de prever corn exactidao quando ocorrem os fenómenos naturais.

  • N. 10 (2010)

    O mundo do conhecimento económico perdeu um dos seus maiores vultos. O norte-americano Paul Anthony Samuelson, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), morreu no epílogo de 2009. Filho de judeus polacos que emigraram para os EUA, nasceu, em 1915, em Gary no Estado de Indiana. Foi o primeiro americano a receber o prémio Nobel da Economia, em 1970, criado dois anos antes pelo Banco Central da Suécia na área das ciências económicas. Foi conselheiro dos presidentes J. F. Kennedy e Lyndon Johnson. O trabalho de Samuelson foi fundamental para o estabelecimento das bases da economia moderna, aplicando a análise matemática rigorosa para explicar o equilíbrio dos preços e entre a oferta e procura. é verdade que o inventor da macroeconomia foi o britânico John Maynard Keynes, na época em que a teoria clássica e a economia mundial sofreram o grande abalo da Grande Depressão de 1929. Mas, quem estabeleceu o elo de ligação entre a escola keynesiana e a moderna economia foi indiscutivelmente Paul Samuelson. As suas principais contribuições estão suportadas na utilização de modelos económicos, por meio de análise matemática, para resolver o problema do grande e prolongado desemprego dos meios de produção – trabalho e capital. Foi, por isso, considerado um neoclássico.

  • 2009

  • N. 9 (2009)

    A mudança no paradigma do ensino universitario, com as alterações ine-rentes a implementação do Processo de Bolonha, obriga hoje a reflectir sobre a problematica da formação pedagógica dos professores. Com efeito, há hoje muito a reflectir sobre esta problematica da docencia universitária, submetida a constantes transformações nos seus fundamentos teórico-metodológicos, gerados a partir de estudos sobre o desenvolvimento profissional docente e, de modo espedfico, sobre a formação pedagógica do professor universitario. A formação do professor universitário tem sido entendida, por força da tradição, como quase exclusivamente aos saberes do conteudo do ensino. Espera-se que o professor seja, cada vez mais, um especialista na sua área, tendo-se apropriado do conhecimento legitimado academicamente no seu campo especffico.

  • 2008

  • N. 8 (2008)

    A economia entrou no fio da navalha em 2008. No ano anterior tinha começado a dar um ar da sua graça e as perspectivas apontavam para a manutenção da recuperação no futuro próximo. Mas, o despoletar dos problemas no mercado imobiliário e a crise do crédito hipotecario de alto risco (subprime) que se lhe seguiu, alastrou-se a todo o sistema financeiro e atingiu toda a economia internacional. Obviamente, existem níveis de incerteza que a economia - soft science - nao consegue prever. Nao obstante o quadro económico e financeiro internacional, a economia portuguesa continua, moderadamente, a crescer. O "patinho feio" e a taxa de desemprego que, em termos politicos, tem sido a principal arma de arremesso utilizada pela oposição para denegrir a gestão do Executivo responsavel pela politica económica. O problema e assunto serio e requer uma abordagem teórica isenta para identificar e avaliar os seus determinantes e atender ao caracter transversal que o desemprego assume na vida económica e social.

  • 2007

  • N. 7 (2007)

    Vivemos uma situação muito estranha na economia. Apesar das muitas investigações sobre os problemas contemporâneos, os estudiosos e cientistas sociais ainda nao elaboraram uma teoria do desenvolvimento económico que seja operacionalmente utile aplicavel na generalidade. A economia, como sabemos, deu os primeiros passos como disciplina pela mao do escoces Adam Smith, com a sua obra "A Riqueza das Nações" publicada em 1776, o mesmo ano da Declaração da Independência dos E.U.A. Smith, que pensou seguir a carreira eclesiastica mas acabou por preferir a filasofia a teológia, foi o pai do liberalismo económico na Inglaterra da segunda metade do seculo XVIII. Um seculo mais tarde, a economia ganhou o estatuto de ciencia, quando o economista britanico Alfred Marshall, de forma não intencional introduziu a matemática na análise económica. No seu manual "Princípios de Economia Política", publicado em 1890, Marshall apresentou os argumentos em prosa, mas completou cada capítulo com apendices, descrevendo esses mesmos argumentos na linguagem matematica. Os professores universitários, que adoptaram a obra de Marshalt passaram a leccionar a disciplina com base nos apendices do livro. Esta decisão dos academicos conferia-lhes uma pretensa respeitabilidade cientffica que, na altura, era conferida apenas aos físicos.

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