Lusíada. Economia e Empresa http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee <p>A revista "Lusíada. Economia &amp; Empresa” é um periódico multidisciplinar, de informação independente e pluralista, de apoio ao ensino e divulgação das Ciências Sociais na área da economia e da gestão das organizações públicas e privadas. Propõe-se divulgar trabalhos científicos e académicos resultantes de dissertações de mestrado e de teses de doutoramento, destinados a investigadores, docentes, estudantes, empresários e profissionais com interesse científico nas temáticas da Economia e da Gestão Empresarial. Pretende, também, ser um espaço aberto à participação de colaboradores, especialmente convidados pelos seus méritos profissionais, com comprovadas experiências teóricas e práticas nos domínios da Economia e da Gestão.</p> Universidade Lusíada Editora pt-PT Lusíada. Economia e Empresa 1645-6750 Nota de abertura http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3017 <p>A presente edição da revista “Lusíada. Economia &amp; Empresa” apresenta-se, particularmente, interessante, integrando um conjunto muito diversificado de artigos.</p> António Rebelo de Sousa Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 5 7 10.34628/eqw1-2k93 Da relevância da igualdade do género nos índices de desenvolvimento humano http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3018 <p>O presente texto procura avaliar e evolução dos problemas concernentes às desigualdades do género, a nível internacional, bem como em Portugal, analisando-se, ainda, a evolução recentemente operada em Portugal.</p> António Rebelo de Sousa Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 11 20 10.34628/tzjm-fg14 Agrofloresta de sucessão e sustentabilidade na região mediterrânea portuguesa: estudo de caso http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3019 <p>Apresenta-se o estudo do caso da Herdade do Freixo do Meio (HFM), analisada do ponto de vista da gestão em geral e da gestão estratégica de recursos humanos, com a finalidade de se poder chegar a um modelo de desenvolvimento organizacional da exploração cooperativa de uma agrofloresta sustentável.</p> Albino Lopes Ruben Raposo Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 21 48 10.34628/pq5z-wx49 A estrutura do capital: abordagem financeira associada a variáveis quantitativas http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3020 <p>A estrutura do capital é um tema bastante investigado e debatido na literatura financeira, sendo por isso, objeto de grande aferição, embora não se tenha ainda atingido um consenso a respeito da sua estrutura ótima.</p> <p>O presente artigo procura analisar as principais teorias sobre a estrutura do capital numa abordagem efetuada às decisões financeiras do universo empresarial, tendo-se pesquisado um conjunto de trabalhos, artigos e estudos publicados por diversos autores sobre a matéria.</p> <p>Até final da década de 70, as discussões sobre a estrutura do capital, assentavam basicamente em duas teorias: a Teoria Tradicional e a Teoria de Modigliani e Miller. A Teoria Tradicional denominada visão clássica foi considerada pela crítica não ser suficientemente bem fundamentada nos seus pressupostos, e sem grande rigor quando questionada.</p> <p>No entanto, foi com Modigliani e Miller (1958 e 1964) que nasceu a génese de toda a controvérsia em torno da estrutura do capital. De facto, as suas conclusões, nomeadamente sobre a hipótese de irrelevância para o valor de mercado das empresas, constituíram um novo paradigma na teoria das finanças empresariais e ao sofrer forte contestação, permitiu o surgimento da Teoria de Trade-off, a Teoria da Assimetrias de Informação e a Teoria do Market Timing.</p> <p>Apesar do surgimento destas cinco teorias consideradas como fundamentais sobre a estrutura do capital e se verificar algum avanço no conhecimento sobre o tema, no entanto, ainda não existe um ponto de saber pleno, nem nenhuma teoria predominante, tendo por base o tipo de atividade e diversidade das empresas, características próprias, o grau tecnológico (processos digitais), especificidade social e económica de cada país, entre outros aspetos.</p> Fernando José Janes Padilha Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 49 85 10.34628/s3r3-sf14 O valor de programas “repetidos na TV”: uma abordagem económica http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3021 <p>As televisões em canal aberto selecionam os programas com o objetivo de maximizar o número de telespectadores e, assim, maximizar as receitas de publicidade. Parte significativa das programações televisivas incluem repetições de programas (reprises), por serem menos onerosas, quando comparadas à produção de conteúdo original. Neste trabalho, discutimos porque existem repetições, apresentamos um conjunto de proposições e apresentamos os fatores microeconómicos que determinam o valor das reprises de programas na televisão. Argumentamos que o valor das repetições de programas televisivos está positivamente relacionado com o sucesso da primeira emissão, com o tempo decorrido desde a última exibição, com o número de espectadores no horário em que é transmitido o programa e com os níveis de audiência da estação televisiva. Por outro lado, o valor das repetições de programas em televisões de canal aberto, tende a diminuir com cada repetição adicional e com a idade do programa.</p> Maria Rosa Borges José Zorro Mendes Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 87 96 10.34628/z0z1-kz73 A formação profissional, certificação e regulamentação das profissões http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3022 <p>Este artigo procura estabelecer uma relação entre o mercado de trabalho e o mundo das profissões e procura indagar sobre as especificidades do funcionamento do mercado de trabalho e, nomeadamente, no que concerne à regulamentação das profissões. Os procedimentos da certificação profissional das formações e cursos educativos, a intervenção institucional e a defesa dos mercados contra a concorrência faz-se em nome do interesse público, da segurança e da saúde. A questão teórica da segmentação dos mercados é colocada e com efeitos na forma de ajustamento entre a oferta e a procura.</p> <p>Tal situação conduz a manifestações corporativas bem expressas no funcionamento das 18 Ordens Profissionais existentes em Portugal que abrangem cerca de 470.000 profissionais. Todas elas constituem monopólios de permissão do aceso e controlo do exercício das profissões mesmo depois das profissões serem legitimadas pelos organismos com função de os preparar no âmbito das leis em vigor.</p> Mário Caldeira Dias Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 97 108 10.34628/qpzv-nk14 A análise discriminante na previsão de falência – Classificação da indústria transformadora ibérica http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3026 <p>Considerando o recente cenário de crise financeira, a tendência crescente relativa ao encerramento de empresas e as constantes flutuações do contexto socioecónomico, é de importância crucial entender as causas por detrás da falência empresarial, com o objetivo principal de descobrir as formas mais eficientes de a prever.</p> <p>Neste seguimento, o interesse recai sobre a validação da eficiência dos modelos existentes, de forma a identificar a alternativa mais precisa na previsão de falência na indústria transformadora, numa distância temporal de até seis (6) anos antes.</p> <p>Para o estudo referido foram criadas duas amostras constituídas por empresas portuguesas e espanholas com operações na indústria transformadora (CAE C), sujeitas a revisão legal de contas, agrupadas consoante a sua condição de empresa falida ou saudável, contabilizando um total de 104 empresas. Sobre estas amostras, foram aplicados os 21 modelos multissectoriais com maior presença na literatura, desenvolvidos em diversos países e direcionados para vários horizontes temporais.</p> <p>Além da reflexão sobre as causas da falência, foi possível identificar que, no universo de modelos estudados, os de Altman et al. (1979), Altman (1993) e Lizarraga (1998) constituem os melhores previsores de falência, nas condições de estudo referidas, nomeadamente, até 6 anos antes, para as indústrias transformadoras (CAE C) ibéricas.</p> Mário A. Guerreiro Antão M.C.J. Peres Ricardo M.E. de Oliveira Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-01 2022-03-01 31 109 128 10.34628/wwqd-pa54 Impacto do Covid-19 no risco setorial em Portugal: uma análise a partir de um indicador multicritério de risco http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3023 <p>Covid 19 – Impacto no Risco Setorial em Portugal.</p> <p>A crise de saúde pública originada pelo Covid-19 teve efeito severo sobre a atividade económica, com o PIB português a cair em 2020 cerca de 8,4%, com o comportamento dos diversos setores de atividade a revelar-se heterogéneo.</p> <p>Neste contexto, e para avaliar essa diversidade de comportamento setorial, pretende-se com este artigo apresentar dois indicadores sintéticos de risco setorial que integrem um conjunto de variáveis de risco setorial.</p> <p>Assim, e tendo por base a metodologia multicritério, nomeadamente o método aditivo simples (Simple Additive Method – SAW), foram desenvolvidos dois indicadores sintéticos de risco que permitem, por um lado, avaliar a evolução inter-temporal do risco de um setor de atividade (Indicador de Risco Absoluto – IRA) e, por outro lado, analisar o posicionamento relativo de um setor face a outro em matéria de risco (Indicador de Risco Relativo - IRR).</p> <p>Os resultados obtidos, permitem-nos concluir que na generalidade dos setores de atividade o risco aumentou claramente entre 2019 e 2020, tendo-se observado ainda uma alteração do posicionamento relativo (em termos de risco) de cada um dos setores.</p> <p>Na realidade, apenas no setor B (Indústria Extrativa) e E (Captação, Tratamento e Distribuição de Água) se registou uma redução do risco em 2020 face a 2019, sendo que só no primeiro setor (B) se registou, simultaneamente, uma melhoria do risco relativo e do risco absoluto.</p> Miguel Coelho Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 129 146 10.34628/6wyc-fp31 A floresta é uma oportunidade estratégica para desenvolver o interior de Portugal http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3024 <p>O Interior de Portugal Continental abrange a maioria do território de Portugal Continental ao incluir 165 municípios e 73 freguesias de outros municípios (Portugal Continental é constituído por 278 municípios). O Interior detém 80% do território e corresponde a 20% da economia, do PIB, da população e das empresas. O Interior é envelhecido e despovoado. As alterações climáticas são uma ameaça séria para Portugal. A agricultura é uma oportunidade estratégica para resolver a ameaça das alterações climáticas, puxando pelo desenvolvimento do Interior de Portugal.</p> Ruben Raposo Direitos de Autor (c) 2022 2022-03-31 2022-03-31 31 147 174 10.34628/0bt1-6v97 Jevons, fundador do Marginalismo (1871) http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/3025 <p>Século e meio atrás, Jevons publicou “The Theory of Political Economy” (Jevons, 1871), uma das obras do trio fundador, associado, comummente, ao nascimento do marginalismo. A rutura com o pensamento clássico, então predominante, leva mesmo a que, com frequência, se fale de “revolução marginalista”, “neo-clássica” ou mesmo “jevonsiana”. Todavia, por vezes, o lugar do Autor na história do pensamento económico aparece como que injustamente mitigado. O presente artigo visa aproveitar a efeméride para partilhar, primacialmente com um universo de leitores familiarizados com o marginalismo, o significado da inovação de Jevons. O corpo central é antecedido por curtas notas biográficas e logo seguido pelo debate de algumas questões terminológicas, suscitadas pela publicação em análise. Depois, complementa-se com outros aspetos relevantes da sua atividade intelectual. Uma breve Conclusão encerra o texto.</p> Virgílio Rapaz Direitos de Autor (c) 2022 Lusíada. Economia e Empresa 2022-03-31 2022-03-31 31 177 204 10.34628/k8yt-h306