Enquadramento internacional da economia portuguesa: as variáveis explicativas do crescimento económico

António Rebelo de Sousa, António Manuel Quintino

Resumo


No presente texto, pretende-se analisar quais as principais variáveis explicativas do crescimento da economia portuguesa. Para o efeito, foram consideradas diversas variáveis, a saber, a Formação Bruta de Capital Fixo, a Oferta de mão-de-obra, o coeficiente de Intensidade Capitalística e as Exportações. Procurou-se ter, ainda, em linha de conta a variável associada importações, a qual, muito embora não possa ser considerada uma variável explicativa do crescimento económico, pode e deve ser considerada como uma "variável ligada". Foram considerados diversos modelos econométricos aditivos, divididos em dois grupos: um primeiro, em que as variáveis "explicativas" correspondiam a valores absolutos; um segundo (perspectiva dinâmica), em que, quer a variável a explicar, quer as variáveis "explicativas", correspondiam a variações ou a rácios. Procurou-se, ainda, atender ao enquadramento internacional e ao que se designou de "síndroma despesista" para, com base nos sobreditos modelos, se chegar a algumas conclusões. Em síntese, concluiu-se existir uma grande dependência da economia portuguesa em relação ao exterior, estando, simultaneamente, a mesma, altamente, condicionada pelo coeficiente de intensidade capitalística e havendo absoluta necessidade, na Europa, em geral, e em Portugal, em particular, de se romper com o "síndroma despesista".

 

 

This paper sets out to analyze the main explicative variables of growth in the Portuguese economy. Several variables have been considered, including, Gross Fixed Capital Formation, Labour supply, the coefficient of Capital Intensity and Exports. An attempt has likewise been made to take the variable imports into consideration; even though this variable cannot be regarded as an explicative variable of economic growth, it can and should be regarded as a "linked variable". Various additive econometric models have been considered, and these were divided into two groups. The first contained those "explicative" variables that correspond to absolute values, while in the second (dynamic perspective) contained variables either to be explained or "explicative" which corresponded to variations or ratios. Another goal was to look at the international setting and consider what has been called the "spendthrift syndrome", so as to arrive at some conclusions, based on the above models.In brief, it is concluded that the Portuguese economy is greatly dependent on the exterior, and at the same time it is highly conditioned by the coefficient of capital intensity; furthermore there is an absolute need in Europe, in general, and in Portugal, in particular, to make a break with the "spendthrift syndrome".


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