A contratualização em saúde: modelos de financiamento

Autores

  • Ricardo Silva Santos Mestre em Economia da Empresa (Universidade Lusíada)

Resumo

• Os consumidores no mercado da saúde são pouco sensíveis à dualidade preço/utilidade, assumindo um comportamento diferente daquele que assumiriam num mercado competitivo.

• Em Portugal, como na maioria dos países da Europa Ocidental, um seguro nacional de saúde protege o consumidor dos efeitos financeiros da doença, pagando pela maioria dos cuidados prestados aos cidadãos.

• A contratualização em saúde é um processo de compatibilização dos interesses dos prestadores com os dos utilizadores, de modo que daí resulte a melhor solução possível para ambos.

• Os mecanismos de contratualização são cada vez mais utilizados na Europa, servindo como instrumentos de monitorização, de implementação de sistemas de planeamento e de fomento da competição entre os serviços prestadores de cuidados de saúde, os quais, a diferentes tipos de contratos correspondem diferentes tipos de risco.

• Os princípios e metodologias seguidas no financiamento dos sistemas de saúde, assumem particular importância na definição de linhas de orientação estratégica, tendo em vista o seu desenvolvimento.

• Em Portugal, o financiamento na saúde provem maioritariamente do Orçamento do Estado. Uma forma de seguro implícito, em que os cidadãos beneficiados não têm uma noção exata dos seus contributos para o financiamento cia saúde, sendo que a imagem, normalmente, formada seja a da gratuitidade do sistema.

• A convergência entre diferentes sistemas de saúde, combinando princípios de solidariedade e de equidade com mecanismos de competição é uma realidade actual.

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Publicado

05-05-2014

Como Citar

Santos, R. S. (2014). A contratualização em saúde: modelos de financiamento. Lusíada. Economia E Empresa, (2&3), 175–203. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/803

Edição

Secção

Artigos