A análise do risco e o euro: que futuro em Portugal?

Pedro Frouco Marques

Resumo


    • O desafio da moeda única implica mudanças, a maioria das quais de curto prazo, nomeadamente no domínio financeiro, mas com repercussões positivas a médio e longo prazo.
    • Integrados em mercados financeiros globais, os agentes económicos poderão intervir em balsas europeias com maior potencial de diversificação, sem risco cambial e acedendo facilmente a produtos de outros Estados-Membros da União Europeia.
    • Portugal, com a entrada na moeda única, perde dois importantes instrumentos de intervenção económica - o monetário e o cambial - nomeadamente no combate aos défices ou cheques assimétricos.
    • Não podendo emitir mais moeda para financiar o défice orçamental, este passa a ficar dependente cia maior capacidade do Estado-Membro ser eficiente na cobrança de impostos (pelo aumento das receitas fiscais) ou redução das despesas públicas, ou ainda de se poder endividar perante o recurso a dívida pública.
    • Serão as empresas e menos o Estado a fazerem os mercados. Contudo, a diminuição de prémios de risco (nos mercados de capitais e cambiais) vai tender a uma maior libertação de recursos para o investimento, contribuindo para o aumento da confiança nos agentes económicos.
    • A prestação do Euro num maior desenvolvimento económico incentivará a prazo um aumento do volume e qualidade do crédito bancário, mais barato e especializado, fomentando segurança aos investidores através de adequada utilização de instrumentos de cobertura de risco.

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