A representação social do dinheiro: algumas perspectivas teóricas e empíricas

Vítor Manuel Pina da Costa

Resumo


  • O dinheiro tem um papel central na vida moderna, mas a sua natureza tem sido pouco estudada por economistas e sociólogos e, portanto, uma questão pouco cuidada de investigação nas ciências sociais.
  • A ciência económica produz, habitualmente, definições mais ou menos curvilíneas sabre o dinheiro, considerando-o sobretudo como simples meio de troca, o que não e suficiente para captar o significado e funções do dinheiro na sociedade.
  • A antropologia descobriu factos interessantes acerca das origens, costumes e rituais sabre o dinheiro, salientando o facto de que, limitar a ideia de dinheiro a coisas que não tem valor de uso, coloca uma grande restrição sobre o que pode funcionar como dinheiro.
  • Não existe uma sociologia sistemática do dinheiro, mas reconhece-se que o mundo da realidade e o mundo do valor tem cada um o seu próprio modo de existir e o dinheiro surge no mundo dos valores porque facilita a passagem da realidade ao valor.
  • No campo da psicologia social a perspectiva e a da formação das atitudes face ao dinheiro, pelas variáveis (género, idade, posição social, etc.) que elas possam estar relacionadas e, também, com a identificação dos significados associados ao dinheiro.
  • A perspectiva cultural centra-se nas classificações cognitivas e na evocação dos significados do dinheiro. A ideia principal e que a cultura determina o que e o dinheiro, o que e usado como tal e como e usado, sendo o dinheiro frequentemente abordado como variável dependente.

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