Proudhon Contemporain

Virgílio Rapaz

Resumo


Em 2018, ano de tão apregoadas celebrações em honra de Marx – no bicentenário (1) do seu nascimento – Édouard Jourdain deu à estampa a presente obra, visando salientar a relevância do pensamento de Proudhon para a análise e solução dos problemas contemporâneos.

Um texto com estas características é bem- vindo num mundo editorial, que, em contexto de continuação da querela "filosofia da miséria/miséria da filosofia", privilegia, claramente, o segundo autor. "L’hégémonie marxiste a … contribué à forger la légende d’un Proudhon petit-bourgeois et utopiste (2)» (Jourdain, 2018, Pg. 6).

Estilo declaração de interesses, recordo que Rapaz (2010) tentara reequilibrar este enviesamento, procurando contrariar o apoucamento de Proudhon pelas hostes marxistas. Curiosa coincidência: a parte final desse ensaio intitula-se, como que numa premonição, "Proudhon hoje".

As credenciais de É. Jourdain testemunham a sua adequação à realização da tarefa. Doutorado em Ciência Política e Filosofia, o autor é especialista do pensamento libertário e da história do anarquismo, com particular incidência nas contribuições de Pierre-Joseph Proudhon. Da sua vasta bibliografia, saliente-se "Proudhon, Dieu et la Guerre" (2006), "Proudhon, un socialisme libertaire» (2009) e «L’Anarchisme» (2013).


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