A felicidade e o bem-estar organizacionais

Rodrigo Filipe Marques Cardana

Resumo


O presente artigo visa elaborar uma abordagem sumária ao conceito de felicidade e a importância da sua consideração na economia e na gestão empresarial. O objetivo será fornecer um conceito simples de felicidade e as suas principais interpretações nos vários ramos do saber, assim como as suas novas implicações na ciência, de forma a sustentar a sugestão de uma ferramenta de mensuração da felicidade e do bem-estar subjetivo organizacionais que terá como objetivo contribuir para uma promoção do bem-estar dos seus colaboradores. O artigo começa por expor alguns dos principais contributos da investigação desenvolvida no ramo da economia da felicidade e os respetivos efeitos que poderá ter no desenvolvimento de políticas económicas e na administração empresarial. Alguns factos sugerem que, apesar de as pessoas e, em termos agregados, os países, estarem hoje mais ricos e terem melhores condições de vida, não parecem individualmente e coletivamente mais felizes. Tendo esta perspetiva em consideração, serão evidenciadas algumas das formas de mensurar a felicidade e as suas relações com o conceito de utilidade, procurando evidências que justifiquem a objetiva quantificação da felicidade organizacional, como forma de incrementar o bem-estar social e contribuir para uma sociedade mais saudável. O artigo termina com a proposta de um instrumento de mensuração do bem-estar nas organizações, concebido para aferir de forma inovadora a felicidade nas empresas.


This paper intends to make a brief approach on the concept of happiness and the importance of its consideration in the field of economics and business management. The key point is to provide a basic concept of the subject of happiness and its main interpretations across various fields of knowledge as well as its new applications on science, in order to support the suggestion of a questionnaire designed to access organization’s happiness and subjective wellbeing, intending to contribute to the promotion of the collaborators’ wellbeing. The paper starts by exposing some of the main contributes of the research developed in the field of economics of happiness and the effects that it can have on the development of economic policies and companies’ administration. Facts will show that, in spite people and, collectively, countries are getting richer and have better quality of life, they don’t appear to be individual and collectively happier. Considering this view, some of the ways of happiness’ measurement and its relations with the concept of utility are highlighted, searching for evidence that justifies an objective quantification of organizational happiness as a way to improve social wellbeing and to contribute for a healthier society. The paper finishes by proposing an instrument of wellbeing measurement on organizations designed to assess companies’ happiness in a refreshed way.

 

Palavras-chave / Keywords

Felicidade, Satisfação com a Vida, Bem-estar subjetivo, Utilidade.

Happiness, Life satisfaction, Subjective well-being, Utility.


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