Intervenção Social http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is <p>A revista "Intervenção Social" está disponível ao público desde 1985 e destina-se à publicação de trabalhos sobre temas atuais e de pertinência científica no âmbito do Serviço Social e da Intervenção Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. As edições são organizadas por temáticas ou por temas diversos, de interesse profissional e académico, previamente definidos pela direção da revista.</p> pt-PT juliacardoso@sapo.pt (Prof.ª Doutora Maria Júlia Faria Cardoso) helder.machado@lis.ulusiada.pt (Dr. Helder da Rocha Machado) Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000 OJS 3.3.0.7 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3044 <p>O ano 2020 ficará na história da humanidade como o ano de uma nova pandemia que assolou o mundo e cujo impacto se fez sentir na vida quotidiana dos indivíduos, nas relações sociais, na economia, na ação dos poderes públicos… No mundo globalizado em que vivemos, não houve nem país nem comunidade que não tenha sentido e sofrido com o novo vírus, que rapidamente se espalhou e incidiu negativamente nas formas de vivência e convivência, nos planos individual e coletivo.</p> Júlia Cardoso Direitos de Autor (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3044 Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000 Desafios ao Serviço Social no contexto da COVID-19 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3045 <p>O contexto da atual pandemia COVID-19 tem conduzido a profundas alterações na vida dos cidadãos, nas organizações e na sociedade em geral. Os seus impactos ultrapassam as questões de saúde pública, apresentam fortes repercussões na vida social e exponenciam riscos ao desenvolvimento humano e social.</p> <p>Este relatório apresenta os resultados do estudo que teve como objetivo central analisar a intervenção do Serviço Social no contexto da COVID-19, sistematizando contributos para os desafios pós-pandemia.</p> <p>A investigação realizada é de natureza exploratória, privilegiando uma abordagem quantitativa e qualitativa que permitisse, através da experiência de assistentes sociais durante o atual período pandémico, identificar dificuldades, boas práticas e desafios futuros. Para o efeito, aplicou-se um inquérito online com perguntas fechadas e abertas, possibilitando a análise dos dados recolhidos e a sistematização dos resultados. Embora não se procure inferir os resultados, elaborou-se uma caracterização dos desafios colocados ao Serviço Social no contexto da COVID-19, que procura ser um contributo para os diferentes agentes de proteção social.</p> <p>As conclusões apontam para que, embora a maioria das/dos assistentes sociais tenham seguido as orientações das autoridades públicas, a ausência ou insuficiência de respostas adequadas e eficazes, a emergência de novos pedidos de apoio e o agravamento dos problemas marcou este período. As dificuldades foram agravadas pela escassez, suspensão ou redução de serviços sociais e de recursos disponíveis e, também, pela adoção de modalidades de teletrabalho em algumas áreas de intervenção. Apesar das dificuldades, as/os assistentes sociais e as equipas em que estão inseridas/os demonstraram capacidade de adaptação ao novo contexto, introduziram mudanças na organização dos serviços, recriaram e/ou ampliaram programas sociais, mantiveram a intervenção com pessoas e famílias ainda que através de meios de comunicação a distância, reforçaram o trabalho em rede e em parceria. A adaptação dos serviços e a gestão adequada da informação e dos recursos existentes permitiu manter o acompanhamento e apoio social aos cidadãos, podendo afirmar-se, de um modo geral, que apesar das dificuldades a pandemia constituiu um desafio que teve como resposta boas práticas de intervenção social.</p> <p>Face aos novos desafios que se apresentam, num período que se prevê perdurar e impactar a sociedade a médio e longo prazo, são apresentados contributos para melhoria das respostas sociais e do bem-estar dos cidadãos, quer no âmbito da intervenção social, quer no domínio das políticas sociais e organização das respostas sociais.</p> Júlia Cardoso, Duarte Vilar, Inês Casquilho-Martins Direitos de Autor (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3045 Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000 Impactos do coronavírus nas crianças e jovens e alterações na metodologia de trabalho dos assistentes sociais http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3046 <p>A Pandemia Mundial do Coronavírus teve como consequência geral o isolamento e confinamento social, representado sérios impactos na vida das crianças e jovens de todo o Mundo. O COVID-19 evidenciou, ao nível do seu impacto, as desigualdades sociais, atingindo de forma particular as que se relacionam com a condição económica, o género, a etnia e a desigualdade digital. Para fazer face às problemáticas sociais que surgiram ou que se agravaram, os Assistentes Sociais tiveram que adaptar e inovar as suas metodologias de intervenção no âmbito da Proteção às Crianças e Jovens, privilegiando-se o teletrabalho, de cariz temporário ou rotativo, tomando em atenção o contexto de cada organização, serviço prestado e público alvo, mantendo-se o trabalho presencial em serviços essenciais bem como em situações de emergência social.</p> Maria Beatriz Conceição Direitos de Autor (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3046 Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000 O impacto da pandemia COVID-19 nos cuidados de longa duração http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3048 <p>As consequências da crise pandémica provocada pela COVID-19 manifestaram-se sob os mais diversos contextos, agravando e expondo diversos problemas e fragilidades estruturais pré-existentes na esfera social, económica, política e de saúde pública. Estas consequências manifestaram-se de forma desproporcional, afetando fortemente a população idosa e os seus cuidadores nos cuidados de longa duração, dada a sua vulnerabilidade e ineficácia de medidas de mitigação do vírus. Esta realidade verificou-se quer nas fracas e difíceis condições laborais, assim como na incompatibilidade de competências profissionais, falta de articulação com outros serviços de saúde, limitações de infraestruturas, excesso de rotatividade entre turnos, insuficiência de medidas de contingência e segurança e restrições de contacto interpessoal, exacerbando os efeitos negativos da solidão na população idosa.</p> Catarina Pinto, Débora Silva Direitos de Autor (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3048 Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000 Residência assistida para pessoas idosas http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3050 <p>A pandemia de COVID-19 tomou conta do mundo, as pessoas idosas têm vindo a ser as mais afetadas. O presente artigo pretende contribuir para o debate sobre a intervenção diária do Serviço Social em Residência Assistida para Pessoas Idosas, através de uma reflexão crítica sobre as medidas implementadas baseadas nas orientações da Direção Geral de Saúde e da própria organização, tendo como referência os direitos e a dignidade das pessoas idosas. A tomada de consciência de que o confinamento prolongado das pessoas idosas tem vindo a acentuar o seu processo de envelhecimento levou a refletir sobre se, em nome de proteger todas as pessoas idosas de forma igual, se perpetuaram situações de discriminação coletiva ou se a elevada proteção veio refletir uma desproteção dos direitos das pessoas idosas.</p> Sandra Elvas Direitos de Autor (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3050 Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000 Sociedade civil, cohousing e Serviço Social http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3051 <p>As duas últimas décadas evidenciaram um restaurado interesse pelo retorno ou redescoberta da Sociedade Civil. Variados autores descobrem na Sociedade Civil a capacidade de revigorar os impulsos políticos dos cidadãos e o poder comunitário. Valoriza-se a importância das associações, que capacitam as pessoas, no sentido de influenciar os negócios públicos e granjear voz política. A Terceira Via/Sociedade Civil deve organizar-se em associações ou cooperativas para determinarem conjuntamente uma alternativa viável aos moldes habitacionais existentes, ou seja, uma alternativa mais económica, liberta das oscilações do mercado, mais personalizada e promotora de maior interação social. Estas associações, capacitando as pessoas, no sentido de influenciar os negócios públicos e granjear voz política, revelam o elo de ligação entre o Serviço Social e a Sociedade Civil. Habitação Colaborativa/Cohousing, Cooperativas de Habitação, Habitação Participativa, manifestam uma oposição à falta de habitação acessível, à contração do apoio financeiro público para a produção de habitação.</p> Maria de Fátima Pimenta Garcia Direitos de Autor (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3051 Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000 La co-enquête microethnographique http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3052 <p>Après un bref rappel des questions et des enjeux ayant trait à la constitution et au développeemnt de la science du travail social, l’article expose une méthode de recherche qui est présentée comme un moteur puissant de cette scientifisation. Il s’agit d’une méthodologie de co-enquête microethnographique qui permet de co-décrire et de co-analyser très finement les pratiques professionnelles des travailleurs sociaux. C’est ainsi que les savoirs et les valeurs que ceux-ci mobilisent et construisent dans leurs actions professionnelles sont formalisés d’une manière inédite, au service d’une microécologie de l’action publique dans les champs d’intervention professionnelle des travailleurs sociaux. Enfin, cet article approfondit les liens unissant l’ethnométhodologie et l’ethnographie qui sont au coeur de la co-enquête microethnographique en travail social.</p> Michel Binet, Stéphane Rullac, Tânia Pinto Direitos de Autor (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/3052 Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 +0000