O Serviço Social e a Agenda Global: balanço prospectivo. Agenda para o Serviço Social português: que desafios para a profissão?
Resumo
O Eng. António Guterres, indigitado Secretário-Geral das Nações Unidas e um ilustre concidadão, num dos seus discursos recentes, referia:
“Não há paz sem desenvolvimento e não há desenvolvimento sem Paz. Também é verdade que não há Paz e desenvolvimento, sem respeito pelos Direitos Humanos”. E concluiu: “No mundo de hoje, ninguém pode prosperar se não puder aproveitar o potencial de toda a gente, homens e mulheres”.
Aqui está um bom mote para falar do Serviço Social, dos seus agentes, os Assistentes Sociais e dos desafios que têm de enfrentar.
Como sabemos, os Direitos Humanos são a semente, o horizonte e o princípio organizativo do Serviço Social, a sua própria razão de existir.
Tal determina que a intervenção seja cunhada nos direitos e não nas necessidades, o que a determina a negação, por princípio, do assistencialismo.
Assim, a visão, o horizonte do Serviço Social é que ele próprio deixe de ter razão de existir, porque todos os seres humanos na terra gozam dos direitos que a sua condição humana exige. Sonho ou utopia? Talvez. Mas como diz o poeta da Arrábida, Sebastião da Gama “Pelo sonho é que vamos... Chegamos, não chegamos..?”
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