Crise na periferia: Brasil / América Latina e Portugal / Sul da Europa

Autores

  • Marcelo Braz Moraes dos Reis

Resumo

A crise contemporânea da sociedade capitalista e as suas consequências sociais têm sido objeto de intenso debate em todo o mundo. Se no seu interior é mais ou menos consensual que a natureza da crise é estrutural – pois que envolve o processo global de reprodução social do modo de produção capitalista – o mesmo não se pode dizer do debate em torno de suas formas de enfrentamento, das políticas econômicas adotadas nos países mais afetados pela crise dirigidas por governos de colorações ideológicas bastante diversas. Os principais analistas consentem na constatação de que os chamados “países em desenvolvimento” sofreram menos com a crise que se cronificou a partir de 2007/2008, seja porque ela tem seu epicentro nos países centrais, seja porque alguns daqueles “países em desenvolvimento” têm usado políticas econômicas “heterodoxas”, supostamente pós-neoliberais. Este artigo busca mostrar que essa constatação é uma meiaverdade, uma vez que no Brasil as políticas de combate à crise cederam vez em 2015 à adoção de medidas de austeridade, tal como as que foram aplicadas em Portugal e no países de sul da Europa nos últimos anos conforme poderá ser visto no texto.

Palavras-chave:

Crise contemporânea, Política económica, Brasil, Portugal

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Publicado

2016-08-29

Como Citar

Reis, M. B. M. dos. (2016). Crise na periferia: Brasil / América Latina e Portugal / Sul da Europa. Intervenção Social, (46), 77–93. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/2358

Edição

Secção

Artigos