Comunicação e interacção social : o estatuto da subjectividade na acção social

Autores

  • Maria Pereira Coutinho

Resumo

A questão do lugar concedido ao sujeito nas Instituições sociais apresenta- se, hoje, como fundamental, quer em relação aos utilizadores, quer em relação aos profissionais. Tendo como objectivo não a produção de bens materiais, pertença das empresas, mas a prestação de serviços as pessoas, o funcionamento das Instituições sociais depende, fundamentalmente, da natureza da relação existente entre os vários sujeitos que as habitam ou nelas exercem a sua acção. A análise das Instituições sociais não pode, portanto, reduzir-se a sua dimensão estrutural (estatutos jurídicos, fontes de financiamento, gestão e controlo financeiro), mas tem de ter em conta, também, a dimensão relacional nela existente. De facto, e porque o projecto das Instituições sociais aposta não na instrumentalização mas na humanização e se centra, prioritariamente, não nos métodos, mas nas pessoas, que leva a poder falar-se, ai, em "serviço social". Neste sentido, e porque o homem pode ser definido como ser social em virtude da sua capacidade de comunicação, esta desempenha um papel fundamental nas práticas da acção comunitária e na vida associativa dos grupos comunitários.

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Publicado

2014-06-26

Como Citar

Coutinho, M. P. (2014). Comunicação e interacção social : o estatuto da subjectividade na acção social. Intervenção Social, (32/34), 55–71. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/1445

Edição

Secção

Comunicações