Serviço Social na modernidade tardia: que empowerment é possível?

Autores

  • Carla Pinto

Resumo

O objectivo desta comunicação e partilhar algumas reflexões a volta do conceito de empowerment, que temos vindo a desenvolver no âmbito de uma dissertação de doutoramento sobre as representações e praticas do empowerment dos trabalhadores sociais portugueses. O Empowerment aparece-nos como valor, princípio político e técnico/ metodológico e como instrumento das políticas sociais e do trabalho social. Todavia, a rosa tem espinhos: o conceito revela-se polissémico, multidisciplinar, multidimensional, e também ambíguo, controverso, diferentemente entendido e experienciado pelos sujeitos. Não raras vezes o empowerment apresenta-se mais como slogan legitimador das acções no piano teórico, e menos como uma prática de intervenção com identidade própria. Perante diversos entendimentos de empowerment possíveis, e relevante reflectir sobre que tipo de empowerment e efectivamente desenvolvido pelos profissionais no terreno. Esta questão sobre a prática profissional remete-nos para a missão do próprio serviço social. No contexto difícil da modernidade tardia no qual vivemos e trabalhamos, que pratica de serviço social e possível e qual a desejável? Que empowerment queremos? Que empowerment e possível com os condicionamentos sócio-políticos actuais?

 

Palavras-chave

Empowerment, Serviço Social, modernidade tardia.

Downloads

Publicado

2014-06-25

Como Citar

Pinto, C. (2014). Serviço Social na modernidade tardia: que empowerment é possível?. Intervenção Social, (35), 397–410. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/1423

Edição

Secção

Painel 6: a formação e os desafios do serviço social no Séc. XXI