Génese, emergência e institucionalização do serviço social português: a escola normal social de Coimbra

Autores

  • Alcina Maria de Castro Martins Doutora em Serviço Social, Professora no lnstituto Superior de Serviço Social de Coimbra. Investigadora do Centro Portugues de Investigação em História e Trabalho Social (CPIHTS).

Resumo

Tradicionalmente, a tendência das profissões ligadas à prática, ao invés das que estão ligadas a teoria, e para não realizarem investigações. Não sendo uma situação exclusiva do Serviço Social, verifica-se, historicamente, que nas profissões voltadas para a prática são raros os profissionais que desenvolvem trabalhos de investigação. A divisão social do trabalho ao separar produtores de conhecimento e interventores na realidade fez desviar destes últimos a perspetiva de poderem participar na explicação dos fenómenos e problemas sociais com os quais se confrontam no dia a dia, no exercício profissional. Neste sentido, se, por um lado, os Assistentes Sociais não eram solicitados a terem uma intervenção significativa no trabalho de investigação, por outro lado, a formação desenvolvida nas escolas também não reforçava o incremento desta atividade. Os Assistentes Sociais não eram formados de modo a dominar o próprio processo de construção do conhecimento nas ciências sociais, as suas diversas estratégias teórico-metodológicas e os instrumentos analíticos. O ensino dos métodos e técnicas de investigação ficava-se por um objetivo residual e instrumental - o uso de técnicas na intervenção dos Assistentes Sociais (Martins, 1993a: 5, 7 e 12).

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Publicado

2014-06-18

Como Citar

Martins, A. M. de C. (2014). Génese, emergência e institucionalização do serviço social português: a escola normal social de Coimbra. Intervenção Social, (11/12), 17–34. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/1265

Edição

Secção

Comunicação e comentários