O reconhecimento da condição ética dos cidadãos: um imperativo para o Serviço Social

Autores

  • Maria do Rosário Serafim

Resumo

Com o presente artigo pretende-se reflectir acerca de alguns temas éticos, como sejam a autonomia, a acção a crítica, a justiça social, entre outros, tendo subjacente a relevância dos postulados teóricos de autores como sejam Kant, Marx, Rawls ou Habermas, quer para a compreensão da mudança de paradigma na ciência social moderna, quer para a configuração das novas determinações que configuram o Serviço Social na actualidade. A convicção de que o exercício profissional dos Assistentes Sociais, porque orientado para a satisfação das necessidades humanas e para o bem-estar social, implica o reconhecimento da condição ética dos cidadãos utentes tem subjacente a noção de que a consciência ética está vinculada a um corpo de valores comuns orientados para o mundo do desejável e do ideal. Em suma, reafirma-se que o Serviço Social está aliado a um compromisso ético, à responsabilidade social e mesmo, a um dado projecto de vida, que contemple a garantia do respeito pela autonomia, pela afirmação da vida pela vontade, pelo exercício da acção crítica e interveniente, pelo respeito pela equidade e justiça social, num espaço público plural e democrático.

Nada no nosso tempo é mais duvidoso, penso eu, do que a nossa atitude perante o mundo. (…) Pois o mundo não é humano só por ser feito por seres humanos, e não o se toma humano sopor nele se fazer ouvir a voz humana, mas sim, e só, quando se torna objecto de diálogo. Por muito que as coisas do mundo nos afectem, por muito profundamente que nos abalem e nos estimulem, só se tornam humanas para nos quando podermos discuti-las com os nossos semelhantes.

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Publicado

2014-06-04

Como Citar

Serafim, M. do R. (2014). O reconhecimento da condição ética dos cidadãos: um imperativo para o Serviço Social. Intervenção Social, (29), 25–52. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/is/article/view/1147

Edição

Secção

Artigos